"Tornei-me insano, com longos intervalos de uma horrível sanidade" - Edgar Allan Poe

W. R. SANTHOS

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Porto Alegre, Rs, Brazil
Escritor. Pintor. Cineasta Amador.

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domingo, 8 de abril de 2012

Mil Anjos Mortos - A Primeira Revelação


"Que Deus faça de mim um espelho, pra que eu possa enxergar a verdadeira face de meus inimigos."

Tudo mudou em questão de segundos, o calor, o sol, o dia maravilhoso tinha desaparecido como se nunca tivessem existido, eu sou uma senhora de 70 anos sozinha e doente, minha família me esqueceu nessa casa faz um bom tempo não os culpo, fiz muita coisa errada durante minha vida fui uma mulher dura e fria com todos, mas eu tinha uma família pra comanda, pois meu marido era um frouxo, não o culpo ele tinha bom coração, eu estava tranquila quando o clima mudou e aquela chuva de pessoas caiu do céu, e uma dessas pessoas com asas caiu dentro da minha garagem.

- Quem está ai? – Falei em um tom áspero.

Houve um grande silêncio depois da minha pergunta que procedeu a gemidos de dor da criatura sangrando no chão, ele virou o rosto pra mim, como ele era bonito, seu rosto era puro mesmo banhado em sangue.

- Venha aqui criança, não tenha medo. – Falou o anjo.

Fiquei um pouco confusa, tenho 70 anos e posso ser tudo menos uma criança, cheguei perto dele, ele estava muito machucado suas asas estavam quebradas, mas seu olhar era de uma bondade que me dava uma coisa que não tive em toda minha vida, paz e felicidade.
- Doce criança, vocês são obras tão magnificas.

- Porque me chama de criança? – Ele riu depois que eu falei.

- A espécie de vocês é tão nova criança, que sabe tão pouco, 70 anos pra mim não passam de alguns minutos pela minha existência, tenho milhões de anos de contemplação do universo.

- Então Deus, o paraíso existem mesmo. - Me sentei no seu lado pra escuta mais.

- Ah sim criança, ele é o que vocês chamam de divino, ele é pura bondade, harmonia, talento, lealdade, amor e beleza.

- Eu nunca acreditei nessas coisas, nunca frequentei uma igreja, eu irei pro inferno então?

- Vocês são crianças tolas, entendem tudo errado, ele nunca quis que vocês o venerassem ou mesmo que acreditassem, ele só quer que vocês sejam pessoas boas e que façam o que é certo, mas vocês com a soberba e individualismo distorceram as suas palavras, mesmo assim ele ama vocês acima de tudo.

- Como é o paraíso, como faço pra... – Ele me interrompeu de força abrupta.

- Não temos tempo pra isso, esse paraíso não existe mais, eu não sei direito o que aconteceu, fui atacado pelas costas, mas eu tenho uma missão e você criança foi escolhida pra executa-la, pois minha vida não vai durar muito.

- Como assim, eu não posso, não tenho forças sou uma idosa e estou doente, o que eu posso fazer nesse estado.

O anjo chegou perto de mim e me beijou na testa, uma luz forte tomou conta da garagem e de repente eu estava curada e não só isso, eu estava com meus 20 anos novamente, no auge da minha beleza e força.

- O que eu devo fazer?

- Encontre uma garota, ela se chama Taiane, ela é a chave.

- Como vou acha-la? E como vou saber que é a certa?

-Não se preocupe criança você vai saber.

Ele estava morrendo em meus braços e eu nem sabia o seu nome.

- Meu nome é Angélica e o seu?

- Harahel – Ele disse antes de morrer.


quinta-feira, 22 de março de 2012

Mil Anjos Mortos



Era um belo dia de sol, o verão estava super quente, hoje eu tenho certeza que estava uns 40° graus ou mais, não havia se quer uma nuvem no céu, o sol brilhava soberano e imponente como se nada pudesse tira-lo de sua posição privilegiada e quem sofria éramos nós meros humanos que quase derretiamos com o calor insuportável. Eu estava feliz finalmente tinha conquistado a mulher dos meus sonhos, depois de passar anos tentando ela finalmente cedeu ao meu amor, estava prestes a ganhar uma promoção no trabalho, tudo estava indo de vento em pompa finalmente.

Eu estava em casa fazendo o almoço pro meu amor, hoje era aniversário dela, consegui uma folga do trabalho pra preparar uma surpresa, fiz uma massa com um molho super delicioso e um vinho pra dar um clima, estava arrumando a mesa quando sinto um tremor, era um terremoto, mas era impossível aqui não tem terremoto, os tremores aumentaram e cessaram de repente, minutos depois minha namorada chegou assustada, minha estande havia caído junto com minha Tv e meus livros, a casa tinha virado uma bagunça e o almoço tinha ido por água a baixo, mas tudo ainda estava perfeito porque a mulher que eu amava estava no meu lado.

Enquanto ainda estávamos arrumando as coisas dentro de casa as coisas ficaram realmente estranhas, a temperatura começou a cair rapidamente de 40 pra 0 grau em um minuto, o céu que estava limpo e ensolarado se encheu de nuvens cinzas e carregadas, o frio parecia que estava dentro dos nossos ossos, raios e mais raios iluminavam o céu agora escuro, não estava chovendo mais a quantidade de raios era impressionante. Depois de um tempo começou a nevar, mas não era neve que caía do céu, eu e minha namorada saímos de casa apesar do frio extremo pra ver, e eram penas extremamente brancas que caiam do céu, que fenômeno seria esse, apesar de muito curioso pra saber eu também estava com certo medo de descobrir.

Estava acontecendo alguma coisa no céu, todos da vizinhança saíram de suas casa pra ver o fenômeno, parecia que explosões estavam acontecendo entre as nuvens, elas mudavam de cor como fogos de artificio quando houve uma explosão ensurdecedora vindo do céu, as penas brancas pararam de cair e se fez silêncio, começou a ventar muito forte e era um vento estranho vindo de cima pra baixo e nesse momento uma coisa muito pesada caiu em cima do carro de minha namorada.

 Era um homem que tinha caído do céu encima do carro, corremos pra socorrê-lo, e descobrimos que não era um homem comum, mas sim um homem com asas, um anjo. Ele me puxou pra perto dele e disse bem baixinho:

 - O céu foi tomado, mil servos do Senhor foram derrubados, Lúcifer está se vingando, as trevas tomaram tudo e todos, não há como escapar e a terra é o próximo objetivo dos filhos da perdição, ache Miguel por favor, ele esta na terra, leve essa espada ele saberá o que fazer.

CONTINUA...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Torturada


Cíntia abre os olhos, a sua visão ainda estava embaçada e sua mente ainda estava meia turva, ela estava de pé, seus braços doíam, pois ela estava acorrentada pelas mãos em uma viga, Cíntia não estava na sua casa, nem no seu quarto com suas coisas, mas sim num lugar horrível. Era um quarto podre, todo escuro, janelas fechadas com madeiras, goteiras no teto que formavam diversas poças d’agua no chão, através desses buracos no teto feixes de luz do sol conseguiam passar, a porta era velha de madeira e estava totalmente fechada.

A portas se abre rispidamente e a claridade toma aquele quarto escuro fazendo Cíntia fechar os olhos, um homem entra e em seguida fecha a porta, ele nota que Cíntia estava acordada, ele para na sua frente e a fixa nos olhos por alguns segundos, Cíntia pede chorando pro homem soltá-la, mas a expressão do homem era de total serenidade como se nada estivesse acontecendo, mas logo essa expressão muda pra um sorriso sinistro e ameaçador, ele dá dois tapas na cara de Cíntia que começa a chorar mais forte, o homem sai novamente do quarto, não demora a voltar e junto trás uma maleta que dentro continha diversas facas e outros objetos.


Quando Cíntia vê o que tinha dentro da maleta começa a entrar em pânico, se contorce toda tentando se soltar das correntes, mas o seu esforço todo era em vão, tudo estava muito bem preso, o homem também trouxe uma mesa onde colocou as facas e os outros objetos em cima dela, varias facas de vários tamanhos e formatos e outros objetos que Cíntia não fazia ideia pra que servia. O homem com a maior calma possível começa a afiar as facas em meio aos gritos de socorro de Cíntia, a medida que o tempo passava e o homem estava quase terminando o trabalho de afiar as facas, Cíntia entrava em desespero, chorava e gritava pedindo pro homem solta-la, mas tudo em vão, parecia que naquele momento ela era invisível pra ele.


O homem termina de afiar as facas e de limpar os outros objetos estranhos, ele saiu do quarto novamente, Cíntia escuta do lado de fora grunhidos de porco e logo o homem trás um porco vivo pra dentro do quarto, põe o animal em cima da mesa e o amarra o deixando imóvel, ele dá dois socos na cara do porco, bem devagar ele se dirige pra Cíntia e faz a mesma coisa, a boca dela começa a sangrar, o homem se volta pro porco novamente, com seu dedo polegar enfia no olho direito do porco até afunda-lo dentro da cabeça, Cíntia já sentia o que a esperava e começa a chorar descontroladamente, mas não adiantou o seu apelo e desespero o homem se aproxima dela e segura a sua cabeça pra ela parar de se mexer e com seu dedo polegar afunda o olho de Cíntia pra dentro de seu rosto.

Ela perdeu a visão do olho além da dor horrível que estava sentindo, o seu sangue escorria pelo seu rosto, agora Cíntia chorava baixinho na esperança que seu tormento havia acabado, mas estava longe disso. O homem volta-se para o porco e com um facão arranca uma pata dele, Cíntia com apenas um olho pra enxergar e o outro embaçado com sangue não conseguia mais ver o que estava acontecendo, o homem caminha lentamente até Cíntia solta uma das suas mãos das correntes e segura seu braço com tanta firmeza que o torce, ele pega o facão e com um só golpe arranca quatro dedos dela, era uma dor insuportável, e não satisfeito com outro golpe ele arranca a mão toda dela, ele enrola o ferimento dela com um pano pra diminuir o sangramento, Cíntia estava quase desmaiada de tanta dor.

Com uma espécie de alicate o homem abre a boca do porco e com um puxão arranca a língua do animal que se debatia na mesa, agora era a vez de Cíntia, o homem segura o rosto de Cíntia que não mais fazia resistência, ele aperta o maxilar dela com muita força quase o quebrando, Cíntia consegue morder os dedos do homem que urra de dor, ele então desfere um soco no nariz dela que a deixa totalmente vulnerável, ele pega seu rosto novamente e coloca o alicate dentro da boca dela, e do mesmo jeito que fez com o porco arranca a língua num puxão só.

Cíntia estava quase inconsciente, ela tinha perdido muito sangue, não enxergava de um olho, estava sem uma das mãos e sem língua, a morte era uma coisa inevitável naquele momento, mas ainda faltava o golpe final. O homem pega a sua maior faca, parecia ser uma faca artesanal, tinha uns 40 cm de comprimento e a bainha de prata, ele afia mais uma vez aquele facão e com uma mistura de prazer e satisfação enfia no estômago do porco deixando suas tripas caírem no chão, alguns segundos de agonia e em seguida o animal morre.

Agora era a vez do golpe final em Cíntia, ele limpa o facão mais uma vez retirando o sangue do porco  e afia de novo, ele chega perto de Cíntia que já não mostrava nenhuma reação, o homem faz um carinho no rosto dela e com a outra mão enfia o facão na boca de seu estômago, ele faz a mesma cara de prazer e satisfação que teve quando mato o porco, Cíntia estava morta.

Após a morte de Cíntia o homem começa a limpar o local e arrumar a bagunça como se nada fora do comum tivesse acontecido ali, depois de tudo limpo e de cortar o corpo de Cíntia em pedaços colocando em um saco plástico, ele vem arrastando pra dentro do quarto uma outra mulher desacordada, essa seria a sua próxima vítima.



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