"Tornei-me insano, com longos intervalos de uma horrível sanidade" - Edgar Allan Poe

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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

O Insano - Parte 2 escrito por James Nungo

   



   A festa já tinha começado, a garota que o nome dela era Dulce estava com o seu namorado Bruno e sua melhor amiga Vany que também estava acompanhada pelo seu namorado Vic.
Os quatro dançaram e aproveitaram trocar uns amassos, depois sentaram numa mesa e pediram uma cerveja bem gelada.
Conversaram, beberam e passaram da dose, aí Vic começou a não se sentir bem ele e a Dulce eram os únicos que não tinham exagerado na dose, então pediu licença e foi ao banheiro.
A festa continuava muito tranquila e divertida.

   Depois de Vic ter ido ao banheiro, passavam 40 minutos, Dulce também levantou-se e foi ao banheiro.
Quando chegou ao banheiro um homem estava ali parado pronto para abusar qualquer mulher que entrasse naquele banheiro feminino e era exatamente onde a Dulce já adentrava.
O homem com uma garrafa na mão e com os seus olhos cravados na Dulce pegou o braço dela e a puxou com violência com o intento de aproveitar aquela festa para praticar a fornicação.

   Dulce com toda a sua sorte e ainda com lucidez não permitiu que o homem conseguisse o seu intento e deu um golpe de joelho na bolsa escrotal do sujeito este que não aguentou e recuou em um sinal de derrota, depois disso Dulce saiu do banheiro, deu poucos passos e vomitou na superfície.
Quando foi em direção dos seus amigos todos ao seu redor estavam mortos, porém, faltava dois daquele grupo dos amigos dela, faltava o seu namorado s o namorado da sua amiga o Vic.

   Os passos soaram quando ela ainda lembrava aquilo, muito perturbador.

   Quem terá feito aquilo?

   Essa questão circulava pela consciência da Dulce.

   Ela não conseguiu ver a face do homem que matara os seus amigos inclusive seu namorado, pois não parou para ver a cara do assassino, agora viu que o medo era um sentimento protetor e também uma espécie de maldade, porque ela não teve coragem de parar e encarar o homem que vestia uma roupa estranha até parecia que o homem tinha planejado tudo.



   O assassino vestia uma roupa informal, porém, isso não seria motivo suficiente para estranhá-lo, o que era realmente estranho era o facto dele estar de um capuz. A cara dele se escondia nas sombras daquele capuz que protegia a sua identidade.

   O homem encapuzado apareceu indo em direção da Dulce, essa já parecia que nada mais temia, até a morte seria uma coisa muito normal, ela estava decidida em lutar com aquele homem até o cessar da sua respiração.

   Um sereno sopro passou por meio da estrada arrastando consigo um conjunto de folhas secas. O homem chegou numa distância consideravelmente menor, os dois contemplaram um ao outro de um modo extremo, o ódio germinava.

   Aquilo terminaria da pior forma.

   - Quem és tu? - Dulce perguntou ao homem.

   Recebeu como resposta o silêncio, um silêncio doloroso.
O homem deu um passo escasso, a Dulce exerceu força no punho para ajeitar a peça de roupa que tinha transformado em uma luva de luta.

   O homem encapuzado introduziu a mão no bolso e de lá retirou um facão.

   - Isso não é atitude de um homem, pois não? Venha sem nenhum instrumento, venha me encarar seu merda.

   O homem continuou sem nada da sua boca soar, apenas fitava a face ou até outras partes do corpo da Dulce.

   - Achas que esse facão que tens na mão te faz homem?

   O homem deu mais um passo lento e preguiçoso.
   Lá no céu a lua já reaparecia, linda, iluminando a terra.

   A Dulce deu o grito que talvez anunciava o começo da luta entre os dois, uma luta que não se sabia quem que sairia vitorioso.

   O homem agora correu em direção da Dulce, ela fez o mesmo.
O homem ainda segurava o seu facão com firmeza na mão, talvez fora o mesmo facão que usara para assassinar aquelas almas naquela casa noturna.
Mas com um facão é impossível que ele tenha assassinado toda aquela gente que se divertia naquela casa.



   - Oh, homem ainda continua com faca na mão? - disse Dulce estando numa posição defensiva.

   Agora os dois estavam separados de uma distância de 2 metros, estavam parados e encarando um ao outro.
O homem se aproximou da Dulce e aí ela observou uma coisa familiar naquele homem.
Ela pode não ter percebido aquilo antes pelo facto da luz estar escassa.

   "Não pode ser" - ela pensou.

   Acenou negativamente com a cabeça com o objectivo de fazer a ideia dissipar-se da mente.
Então Dulce decidiu atacar o homem mesmo vendo que ele tinha o facão firme na mão.

   O homem repeliu o ataque usando o facão que rasgou o antebraço da jovem, ela gritou com dor, contudo, não se importava, ela estava decidida a morrer tentando, lutava lembrando os seus amigos inclusive o seu namorado Robson.

   O homem encapuzado avançou com o facão em cima da Dulce, os dois caíram, Dulce tentava levantar, entretanto, o homem a impedia, pois estava por cima dela.
O local onde os dois se localizavam continuava com um silêncio, no entanto, agora era um silêncio ensurdecedor que era apenas quebrado pelos gemidos daqueles dois que se enfrentavam agora.

   Dulce ainda tentava em se erguer, mas o homem continuava a impedi-la com toda a sua força, o homem aproveitando a incapacidade da jovem avançou o facão no seio dela, a faca ia zaguezeando e, a faca tateou o seio lindo da jovem que agora já perdia importância, ela gritou em dor de agonia deixando a sua voz ecoando pelos céus, estes que responderam de volta. O sangue morno se revelou, escorrendo e sujando o sutiã branco.
Os dois estavam muito ofegantes muito mesmo.

   A jovem Dulce ainda sentindo a dor lhe castigando tentou com todas as suas forças tirar o capuz para observar o indivíduo por trás da sombra, o homem era forte dominava a jovem e mais uma vez atingiu com o seu facão o seio da Dulce na parte superior, o homem tinha como objectivo arrancar a garganta da Dulce, mas esta não permitia.

   Dulce gritou de dor, o sangue aumentou a velocidade na sua saída.

   - Seu filha da puta toma isto!! - disse chutando-o na bolsa escrotal.

   O homem sentiu uma dor muito cruel, uma dor que o fez pensar se não tinha perdido a chance de fazer filhos, a chance de continuar ser capaz de engravidar. Durante essa ação ele largou a garota, o facão também e segurou o seu saco ainda com muita dor.

   A jovem aproveitou o momento para tirar o capuz, tirou e... Não era possível aquilo, o homem encapuzado era... Era... Era Bruno... Bruno

   Casa noturna

   O Vic levantou-se sentindo uma dor de cabeça, uma dor muito forte. Ele estava ali no chão durante aqueles todos gritos que tinham como origem a boca da multidão que estava presente naquela bela reunião.

   Tentou se manter firme usando as paredes do banheiro, cambaleou até onde o cenário era de provocar náuseas, os corpos muito pálidos jaziam no chão sem mais vida com muito sangue escorrendo pelas narinas, mais para frente os seus amigos estavam também todos mortos excepto Dulce e Bruno. Ele decidiu tirar o seu celular do bolso, discou o número da polícia e indicou as coordenadas, após isso desligou o telemóvel.

   Ele sentia as suas pernas fraquejar, cambaleou em direção da porta, um tubo perto de um corpo que jazia no chão tinha sido usado recentemente, no chão tinha um papel escrito Gurya, um tipo de droga muito forte capaz de derrubar um touro em 7 minutos, uma droga vinda da cidade de Khendie onde muitas pessoas praticavam magia negra.

   Ele saiu e começou a chamar Dulce e Bruno aos gritos.


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O Insano - Parte 1 escrito por James Nungo



Ela ficou parada no meio do caminho olhando para trás na esperança de observar o indivíduo que a perseguia.

A lua pairava nos ares e parecia que estava prestes a se ausentar.


A garota estava ofegante, com um medo enorme que chegava a ser palpável, ela acabava de correr uma distância enorme que nunca tinha percorrido naquela velocidade, finalmente ela compreendera que o medo é muito importante na vida de qualquer ser humano.


O suor dela chegava a molhar as vestes que ela trazia no corpo, os seus calções minimamente curtos estavam molhados, a blusa preta sem mangas também estava.
Ela olhou em sua volta e viu que estava a beira de uma floresta muito silenciosa e claro que não tinha a ideia de adentrar no interior daquele habitat natural, muito pelo contrário ela temia pela sua vida.


Ela observou que o seus calções Jeans estavam parcialmente
ensanguentados, todavia não era seu sangue.




Ela ficou congelada na estrada que estava completamente deserta, não passava muita gente daquele lugar, ou melhor ninguém passava por ali talvez por um período de 10 meses.
A noite se tornava ainda mais madura e ela já não tinha ideia do que fazer para se livrar daquele homem excêntrico que a perseguia.


Os pensamentos, aliás as lembranças recentes a atormentavam, pois eram fortes, muito fortes.
Ela ficou com a impressão de ter chorado por séculos até as lágrimas se esgotarem das suas órbitas, não conseguia mais tirar aquele líquido transparente pelas suas órbitas.


Ela sentia que o medo já começava a desaparecer gradualmente, então decidiu parar para encarar o homem que a perseguia.


No entanto, o homem não aparecia, talvez desistira de a perseguir.


A garota não era a primeira vítima, talvez era a vigésima vítima.


De repente um uivo de lobo soou muito alto e a garota assustou-se superficialmente e as nuvens cobriram a lua.


A noite tornou-se escura, a garota continuava no mesmo lugar esperando o homem para lhe encarar, o que lhe dera essa decisão talvez fora o motivo de estar completamente sozinha sem os companheiros, a morte poderia a consolar.
Os companheiros foram mortos pelo mesmo homem que agora a perseguia, ela era ainda muito capaz de reproduzir tudo que ocorrera naquela mesma noite antes de escapar.




Ela tirou a blusa que vestia e rasgou com o intuito de fazer uma luva protetora para socar a face daquele homem peculiar que a perseguia, levou aquela peça de roupa, agora trapo e amarrou na sua mão direita, a mão que mais dominava como quase todos humanos.


Desenvolveu uma face cheia de ira, rugas, aquilo em outras palavras significava... Vingança.


As pálpebras cobriram os seus olhos por um segundo e as lembranças recentes assolaram a mente dela.
Ela lembrava a face linda do seu namorado Bruno antes deste e outros serem assassinados por aquele homem extravagante.


Eles estavam numa casa noturna completamente lotada, tudo parecia estar em harmonia e a diversão era o elemento principal, de tudo rolava, amassos, abraços, beijos, sexo e sobretudo consumo de bebidas
alcoólicas.


A garota lembrava tudo aquilo nitidamente como se coisa boa fosse, talvez por ser uma coisa recente, uma coisa que acontecera minutos atrás até ela se encontrar naquela estrada na margem da floresta.
Um superficial sopro passou pelos cabelos lisos da garota loira e com uma pele bronzeada que ao longe parecia um fantasma por conta da intensidade da escuridão que aquela noite produzia.


As lembranças continuaram.




sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Embaixo da Cama



O quarto não parecia assim tão assustador durante o dia quanto era a noite, a mãe não deixou a luz do banheiro acessa, isso pelo menos deixava uma fresta iluminada aqui dentro. A única luz que chega agora, é a da lua cheia, que passava pela janela e atravessava a cortina de unicórnios, que minha madrinha tinha comprado.



Me tapei com as cobertas até a cabeça para dormir mais rápido, mas quando estava prestes a dormir fui despertada. Alguma coisa está embaixo da minha cama. Não tenho coragem de ver o que é, tenho vontade de gritar pra minha mãe, mas se essa coisa a mata e a mim.

Fico quietinha esperando para ver se a coisa vai embora, mas ainda sinto movimentos embaixo da cama, estou com bastante medo, e fico ainda mais quando a cama fica flutuando de um lado para o outro e dois braços saem de cada lado.



Eu grito desesperada, mas parece que ninguém está me ouvindo, cadê minha mãe? Cadê meu pai? Preciso de ajuda, as mãos me puxam para o chão e sou arrastada para de baixo da cama. Ali de baixo é tudo escuro e molhado.


Depois de um tempo ali gritando e chorando, olho pra cima e minha cama na parte de cima ficou transparente e encima da minha cama pude ver uma menina igualzinha a mim. Minha mãe abre a porta e a abraça como se fosse eu.


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