"Tornei-me insano, com longos intervalos de uma horrível sanidade" - Edgar Allan Poe

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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Visões da Filha do Diabo – Parte 4



A Madre ficou horrorizada com a cena da garota esfaqueada na cama, Dorothy caiu de joelhos no chão aos prantos, os outros se olhavam desconfiados um dos outros. O clima de tensão foi quebrado por batidas na porta, o eco no silêncio entre eles foi absurdo, parecia um bate-estaca de construção, cada segundo parecia ser tornar uma eternidade de agonia, ninguém juntou coragem de se mexer ou esboçar uma reação qualquer até Tereza se dirigir à porta ainda de olho no corpo despedaçado.


Caminhou lentamente até a porta, as batidas cessaram e o que se escutava agora era as batidas do coração de cada um, além das respirações ofegantes.

 - Quem está aí? – Madre falou afastada da porta.

- Tereza? – a voz masculina do outro lado respondeu. – É você mesma?

- Ainda não respondeu a minha pergunta!

- Sou eu, Padre Diomedes!

- Que? Não, impossível.

- Eu ainda me lembro muito bem daquele dia na igreja São Jorge, as coisas eram difíceis pra nós naquela época, se ainda me lembro fizemos um pacto nesse dia.


A Madre Tereza ficou pálida com as palavras que escutou, estava mais aterrorizada com isso do que tinha acontecido há minutos. Todos ainda estavam na mesma posição apenas observando o que estava acontecendo.

Ela tremeu quando colocou a mão na maçaneta e não se aguentou desabou no chão, Dorothy veio ao seu encontro socorrê-la, os outros também finalmente se mexeram. A Madre logo despertou com o som de uma trombeta com o volume em uma proporção estrondosa que chegaram a rachar alguns vidros que ainda estavam intactos, ela se prontificou em abrir a porta.


Um padre de cabelos completamente brancos e rosto gentil passou pela porta, estava vestido a caráter, roupa preta e fita no pescoço branca. Ele entrou e passou pela Madre sem falar ou olhar pra ela, foi direto aos outros e perguntou pela garota, apontaram sua localização. Foi até o corpo se ajoelhou no lado da cama e começou a rezar em uma língua estranha.

Dorothy olhou pra Madre confusa do que estava acontecendo agora.

- O que está acontecendo, Madre? Quem é esse Padre?

- Eu me criei com ele, foi por sua causa que entrei para o convento.

- Mas então, porque, está desse jeito?

- Porque faz dez anos que ele morreu!


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