"Tornei-me insano, com longos intervalos de uma horrível sanidade" - Edgar Allan Poe

W. R. SANTHOS

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Porto Alegre, Rs, Brazil
Escritor. Pintor. Cineasta Amador.

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sexta-feira, 28 de setembro de 2018

3 da Madrugada




Parecia um estrondo no meio do silêncio absoluto. Meu coração disparou, abri meus olhos com um frio na espinha. Outra batida na porta aconteceu ainda mais forte que a anterior. Sentei na cama com meu corpo todo tremendo. Botei os pés no chão e notei que minhas pernas estavam fracas, tive que esperar alguns segundos pra levantar. 



Como não gosto de luz pra dormir, tudo estava escuro. Tateei pelo quarto o interruptor da luz, mas parei, encontrei algo na parede que não deveria estar ali. Soltei um pequeno grito de susto, graças a deus era apenas a antena que tinha ficado pendurada. 

Caminhei até a sala devagar. Eu estava ofegante. O interruptor era perto da porta, então eu tinha que atravessar a sala no escuro. Outra batida, eu sento no sofá. Fico me perguntando quem deveria ser a essa hora da madrugada. 



Meu apartamento era bem pequeno, bem apropriado para um solteiro. Na saída do quarto que só cabia uma cama de casal, a esquerda se encontrava o banheiro que dava de frente para a cozinha. Caminhando um pouco mais pra frente já se encontrava a sala, em quatro passos já estava na porta. 



- Quem é? – perguntei um pouco baixo. – Quem é? – falei agora um pouco mais alto, e com entonação mais forte. 

Olhei no relógio e eram três da madrugada. Tentei olhar pela fechadura quando não obtive resposta da minha pergunta. Mas não consegui ver nada. Me virei de costas pra porta pensando no que poderia fazer. 
Quando estava voltando pro quarto, não aconteceu simplesmente uma batida, mas parecia que milhões de pessoas estavam batendo a porta. Não só ela, mas a parede também tremia pelos impactos. Me apavorei e cai no chão. 

Luzes vermelhas tomaram conta das frestas da porta. Parecia que um exército estava prestes a entrar. Durou apenas alguns segundos, mas pra mim durou uma eternidade. Assim como começou, ele parou, tudo ficou em silêncio novamente como se nada tivesse acontecido. Fiquei acordado o resto da noite com as luzes todas acessas tremendo da cabeça aos pés. Nunca mais aconteceu algo parecido, mas nunca vou me esquecer dessa três da madrugada.


sexta-feira, 1 de junho de 2018

Visões da Filha do Diabo – Parte 7





Nãooooooooooooooooooo!!!! Gritou Dorothy a plenos pulmões descontrolada se debatendo, como se seu corpo estivesse em chamas. – Mate ela! Mate ela o mais rápido possível. – continuou a gritar com seus olhos sem íris, todos estavam assustados. – O verdadeiro mal está a caminho. – ela se calou logo após, como se saísse de um transe aterrorizante. 

Clarisse estava sozinha em um supermercado parcialmente destruído, todos que ela conhecia agora estavam mortos, ela não sabe como isso aconteceu, quando o mundo começou a desmoronar, saiu do trabalho direto pra casa se abrigar com sua família, mas quando estava chegando desmaiou na porta de casa. Quando acordou, criaturas vagavam pela cidade, e sua família estava completamente morta, todos, sem exceção, dizimados como gado, desde então ela vaga tentando sobreviver a loucura que se assola no mundo.


Clarisse estava sozinha em um supermercado parcialmente destruído, todos que ela conhecia agora estavam mortos, ela não sabe como isso aconteceu, quando o mundo começou a desmoronar, saiu do trabalho direto pra casa se abrigar com sua família, mas quando estava chegando desmaiou na porta de casa. Quando acordou, criaturas vagavam pela cidade, e sua família estava completamente morta, todos, sem exceção, dizimados como gado, desde então ela vaga tentando sobreviver a loucura que se assola no mundo.

Abriu pacotes de chocolate e comeu, estava com muita fome, era o que estava mais próximo no momento, comeu e por um momento esqueceu de tudo, mas rapidamente foi puxada pra realidade. 

Alguma coisa entrou no supermercado também, Clarisse se escondeu entre as prateleiras mais próximas, seu coração batia fortemente, mas ela controlava a respiração. Entre os produtos, por um segundo, pode ver a criatura que vagava por aquele local, tinha o formato humano, mas sua face era totalmente lisa, não existia boca, nariz, olhos ou orelhas, nem mesmo cabelo, usava roupas rasgadas e molhadas, como se acabasse de sair de um naufrágio.

A criatura estava passando derrubando as prateleiras uma a uma, até que estava chegando perto dela, se antecipa e derruba por cima dele. A criatura então grita, parecia que o som vinha de dentro da cabeça dele, tão agudo que foi quebrando os vidros da janela.


Começa a crescer das costas da criatura pernas de aranha, consegue sair de baixo da prateleira e partiu pra cima de Clarisse, ela então, mesmo sem saber como, faz a criatura flutuar com suas mãos, seu nariz começou a sangrar e alguma coisa estava saindo por ele, sua mente começou a ficar turva, e ela desmaiou.

Acordou na porta de um lugar religioso, ainda estava confusa, parecia ser a parte dos fundos daquele lugar, levantou e abriu a porta, uma mulher descontrolada a aborda colocando as duas mãos no seu pescoço a sufocando, antes de apagar novamente, ela apenas escuta pessoas gritando o nome de Dorothy.



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