"Tornei-me insano, com longos intervalos de uma horrível sanidade" - Edgar Allan Poe

W. R. SANTHOS

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Porto Alegre, Rs, Brazil
Escritor. Pintor. Cineasta Amador.

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quinta-feira, 22 de março de 2012

Mil Anjos Mortos



Era um belo dia de sol, o verão estava super quente, hoje eu tenho certeza que estava uns 40° graus ou mais, não havia se quer uma nuvem no céu, o sol brilhava soberano e imponente como se nada pudesse tira-lo de sua posição privilegiada e quem sofria éramos nós meros humanos que quase derretiamos com o calor insuportável. Eu estava feliz finalmente tinha conquistado a mulher dos meus sonhos, depois de passar anos tentando ela finalmente cedeu ao meu amor, estava prestes a ganhar uma promoção no trabalho, tudo estava indo de vento em pompa finalmente.

Eu estava em casa fazendo o almoço pro meu amor, hoje era aniversário dela, consegui uma folga do trabalho pra preparar uma surpresa, fiz uma massa com um molho super delicioso e um vinho pra dar um clima, estava arrumando a mesa quando sinto um tremor, era um terremoto, mas era impossível aqui não tem terremoto, os tremores aumentaram e cessaram de repente, minutos depois minha namorada chegou assustada, minha estande havia caído junto com minha Tv e meus livros, a casa tinha virado uma bagunça e o almoço tinha ido por água a baixo, mas tudo ainda estava perfeito porque a mulher que eu amava estava no meu lado.

Enquanto ainda estávamos arrumando as coisas dentro de casa as coisas ficaram realmente estranhas, a temperatura começou a cair rapidamente de 40 pra 0 grau em um minuto, o céu que estava limpo e ensolarado se encheu de nuvens cinzas e carregadas, o frio parecia que estava dentro dos nossos ossos, raios e mais raios iluminavam o céu agora escuro, não estava chovendo mais a quantidade de raios era impressionante. Depois de um tempo começou a nevar, mas não era neve que caía do céu, eu e minha namorada saímos de casa apesar do frio extremo pra ver, e eram penas extremamente brancas que caiam do céu, que fenômeno seria esse, apesar de muito curioso pra saber eu também estava com certo medo de descobrir.

Estava acontecendo alguma coisa no céu, todos da vizinhança saíram de suas casa pra ver o fenômeno, parecia que explosões estavam acontecendo entre as nuvens, elas mudavam de cor como fogos de artificio quando houve uma explosão ensurdecedora vindo do céu, as penas brancas pararam de cair e se fez silêncio, começou a ventar muito forte e era um vento estranho vindo de cima pra baixo e nesse momento uma coisa muito pesada caiu em cima do carro de minha namorada.

 Era um homem que tinha caído do céu encima do carro, corremos pra socorrê-lo, e descobrimos que não era um homem comum, mas sim um homem com asas, um anjo. Ele me puxou pra perto dele e disse bem baixinho:

 - O céu foi tomado, mil servos do Senhor foram derrubados, Lúcifer está se vingando, as trevas tomaram tudo e todos, não há como escapar e a terra é o próximo objetivo dos filhos da perdição, ache Miguel por favor, ele esta na terra, leve essa espada ele saberá o que fazer.

CONTINUA...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Torturada


Cíntia abre os olhos, a sua visão ainda estava embaçada e sua mente ainda estava meia turva, ela estava de pé, seus braços doíam, pois ela estava acorrentada pelas mãos em uma viga, Cíntia não estava na sua casa, nem no seu quarto com suas coisas, mas sim num lugar horrível. Era um quarto podre, todo escuro, janelas fechadas com madeiras, goteiras no teto que formavam diversas poças d’agua no chão, através desses buracos no teto feixes de luz do sol conseguiam passar, a porta era velha de madeira e estava totalmente fechada.

A portas se abre rispidamente e a claridade toma aquele quarto escuro fazendo Cíntia fechar os olhos, um homem entra e em seguida fecha a porta, ele nota que Cíntia estava acordada, ele para na sua frente e a fixa nos olhos por alguns segundos, Cíntia pede chorando pro homem soltá-la, mas a expressão do homem era de total serenidade como se nada estivesse acontecendo, mas logo essa expressão muda pra um sorriso sinistro e ameaçador, ele dá dois tapas na cara de Cíntia que começa a chorar mais forte, o homem sai novamente do quarto, não demora a voltar e junto trás uma maleta que dentro continha diversas facas e outros objetos.


Quando Cíntia vê o que tinha dentro da maleta começa a entrar em pânico, se contorce toda tentando se soltar das correntes, mas o seu esforço todo era em vão, tudo estava muito bem preso, o homem também trouxe uma mesa onde colocou as facas e os outros objetos em cima dela, varias facas de vários tamanhos e formatos e outros objetos que Cíntia não fazia ideia pra que servia. O homem com a maior calma possível começa a afiar as facas em meio aos gritos de socorro de Cíntia, a medida que o tempo passava e o homem estava quase terminando o trabalho de afiar as facas, Cíntia entrava em desespero, chorava e gritava pedindo pro homem solta-la, mas tudo em vão, parecia que naquele momento ela era invisível pra ele.


O homem termina de afiar as facas e de limpar os outros objetos estranhos, ele saiu do quarto novamente, Cíntia escuta do lado de fora grunhidos de porco e logo o homem trás um porco vivo pra dentro do quarto, põe o animal em cima da mesa e o amarra o deixando imóvel, ele dá dois socos na cara do porco, bem devagar ele se dirige pra Cíntia e faz a mesma coisa, a boca dela começa a sangrar, o homem se volta pro porco novamente, com seu dedo polegar enfia no olho direito do porco até afunda-lo dentro da cabeça, Cíntia já sentia o que a esperava e começa a chorar descontroladamente, mas não adiantou o seu apelo e desespero o homem se aproxima dela e segura a sua cabeça pra ela parar de se mexer e com seu dedo polegar afunda o olho de Cíntia pra dentro de seu rosto.

Ela perdeu a visão do olho além da dor horrível que estava sentindo, o seu sangue escorria pelo seu rosto, agora Cíntia chorava baixinho na esperança que seu tormento havia acabado, mas estava longe disso. O homem volta-se para o porco e com um facão arranca uma pata dele, Cíntia com apenas um olho pra enxergar e o outro embaçado com sangue não conseguia mais ver o que estava acontecendo, o homem caminha lentamente até Cíntia solta uma das suas mãos das correntes e segura seu braço com tanta firmeza que o torce, ele pega o facão e com um só golpe arranca quatro dedos dela, era uma dor insuportável, e não satisfeito com outro golpe ele arranca a mão toda dela, ele enrola o ferimento dela com um pano pra diminuir o sangramento, Cíntia estava quase desmaiada de tanta dor.

Com uma espécie de alicate o homem abre a boca do porco e com um puxão arranca a língua do animal que se debatia na mesa, agora era a vez de Cíntia, o homem segura o rosto de Cíntia que não mais fazia resistência, ele aperta o maxilar dela com muita força quase o quebrando, Cíntia consegue morder os dedos do homem que urra de dor, ele então desfere um soco no nariz dela que a deixa totalmente vulnerável, ele pega seu rosto novamente e coloca o alicate dentro da boca dela, e do mesmo jeito que fez com o porco arranca a língua num puxão só.

Cíntia estava quase inconsciente, ela tinha perdido muito sangue, não enxergava de um olho, estava sem uma das mãos e sem língua, a morte era uma coisa inevitável naquele momento, mas ainda faltava o golpe final. O homem pega a sua maior faca, parecia ser uma faca artesanal, tinha uns 40 cm de comprimento e a bainha de prata, ele afia mais uma vez aquele facão e com uma mistura de prazer e satisfação enfia no estômago do porco deixando suas tripas caírem no chão, alguns segundos de agonia e em seguida o animal morre.

Agora era a vez do golpe final em Cíntia, ele limpa o facão mais uma vez retirando o sangue do porco  e afia de novo, ele chega perto de Cíntia que já não mostrava nenhuma reação, o homem faz um carinho no rosto dela e com a outra mão enfia o facão na boca de seu estômago, ele faz a mesma cara de prazer e satisfação que teve quando mato o porco, Cíntia estava morta.

Após a morte de Cíntia o homem começa a limpar o local e arrumar a bagunça como se nada fora do comum tivesse acontecido ali, depois de tudo limpo e de cortar o corpo de Cíntia em pedaços colocando em um saco plástico, ele vem arrastando pra dentro do quarto uma outra mulher desacordada, essa seria a sua próxima vítima.



domingo, 11 de dezembro de 2011

Relatos do Autor



Olá leitores do blog Contos de Terror, eu sou Washington Dos Santos, sou o dono desse blog e o escritor das histórias que vocês leem também, e como ultimo post de 2011 vou conta pra vocês fatos aparentemente “sobrenaturais” que eu presenciei durante a minha vida, não é um conto são fatos verídicos, acredite se quiser, se alguém tiver uma experiência sobrenatural poste nos comentários valeu, até 2012 com mais contos.

Envie seus contos pro e-mail  santoslp@hotmail.com

E acesse o site de poemas http://poemasdobem.blogspot.com/

*A Velha da Janela

Eu tinha 12 anos quando isso aconteceu, era mais ou menos 10 horas da noite e eu estava sozinho em casa, estava assistindo Tv na sala sentado no sofá, de frente pra mim a televisão, na minha direita ficava a porta que dava pro corredor do quintal e no lado dela uma grande janela gradeada e com vidro em toda ela, por causa do vidro na janela a vista do corredor era distorcida.

Em um determinado momento fui ajeitar a cortina da janela quando vi algo que me deixou muito assustado, meu coração disparou na hora, tive a nítida impressão por uma fração de segundos ter visto, através dos vidros da janela, a silhueta de uma velha passar pelo corredor, saltei pra trás de susto, depois de alguns segundos me recuperando do susto me acalmei e olhei pela porta tentando ver a suposta vela, chamei, gritei, fiz barulho, mas nada, nunca mais vi nada igual, até hoje eu me pergunto se o que vi foi um fantasma ou apenas uma ilusão da minha cabeça.


*Ladrão Invisível

Eu tinha no máximo uns 9 anos nessa época e meu irmão 4 anos, a gente dormia as 8:30 da noite, minha mãe era bem rígida nessas questões, eu não sei que horas eram quando o fato estranho aconteceu, mas deveria ser perto da meia-noite. O nosso cachorro se chamava Rex começou a latir sem parar, ele cuidava muito bem da casa, latia pra qualquer estranho, e se ele estava latindo é porque tinha alguém rondando a casa, a minha casa era a ultima do pátio no total de 3 casas.

Eu escutei um movimento na janela do meu quarto e o cachorro deu a volta na casa latindo até chegar na minha janela, ele não parava de latir e cada vez mais forte, era obvio que tinha alguma coisa ali, meu pai se levantou e abriu a janela do quarto dele, que era um pouco distante da minha, pra ver o que estava acontecendo, mas a escuridão não permitia se ver nada, o cachorro continuava latindo, meu pai pegou uma lanterna e foi pra rua, mas não viu nada, o cachorro parou de latir, meu pai procurou mas não achou nada nem ninguém, o que estava ali desapareceu como apareceu do nada.

*Almas

O que eu vou conta é uma coisa bem mais recente, vem acontecendo comigo a mais ou menos dois anos, eu ainda estou tentando entender esse fenômeno que pra muitas pessoas vai ser muito assustador.

Eu durmo muito tarde por volta das 2 da madrugada, logo depois que eu me deito, uns 20 minutos depois, em algumas noites algo muito estranho acontece. Eu sinto a presença de alguma coisa entrar no meu quarto e logo depois não consigo me mexer, falar ou fazer qualquer outra coisa é como se uma força me obriga-se a ficar imóvel, sinto essa força por todo o meu corpo, é como se uma alma estivesse encima de mim, o mais estranho é que nesses momentos estou totalmente consciente, mas não consigo falar nada e me mexer é impossível e minutos depois essa força desaparece, isso já aconteceu comigo umas 12 vezes durante dois anos.
Mas uma coisa mudou mês passado, além de eu não conseguir me mexer, senti uma mão me puxar, mas não era de carne e osso, mas parecia uma aura, uma força em forma de mão tentando me tirar da cama e me levar pra não sei onde, mas ela não conseguiu me puxar sumindo minutos depois.

Eu nunca vi nada, só senti essa força no meu quarto, depois do ultimo fato nunca mais aconteceu nada, eu estava até animado em descobrir a existência de alguma alma ou fantasma ou sei lá o que se manifestava no meu quarto, agora estou esperando isso acontecer de novo, mas até agora nada.

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