"Tornei-me insano, com longos intervalos de uma horrível sanidade" - Edgar Allan Poe

W. R. SANTHOS

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Porto Alegre, Rs, Brazil
Escritor. Pintor. Cineasta Amador.

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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Meu Encontro com um Lobisomem



                 Deitei na minha cama cansado o dia tinha sido puxado no trabalho, deitei mais não totalmente relaxado, pois sabia que no dia seguinte cedinho tinha que voltar ao batente sem folga, fechei meus olhos e imaginei estar na praia com o sol a pino e uma leve brisa fazendo pequenas ondas no mar calmo e gelado. O despertador tocou e já era hora de eu voltar ao trabalho, eram 04h30min da manhã, levantei rápido meu ônibus iria passar as 5, assim que levantei notei que a preguiça tinha se apoderado do meu corpo, escovei meus dentes, troquei de roupa e sai encima da hora, meu cachorro estava agindo de uma maneira estranha quando fechei a porta, olhava fixamente para o telhado da casa no lado da minha casa, olhava como se algo estivesse na espreita, não tinha tempo de averiguar a situação estava quase atrasado, corri pra parada, mas não adiantou, assim que cheguei no ponto o ônibus passou me deixando apenas com a poeira nos meus pulmões.

                   Sem alternativa porque o próximo ônibus iria demorar a passar decidi ir á pé, um deserto foi à impressão que eu tive daquelas ruas em que eu caminhava, tinha algo estranho no ar, normalmente quando saio tão cedo sempre tem um cachorro latindo ou algum outro animal revirando o lixo, mas nessa madrugada nada disso estava acontecendo, todos os cachorros das casas ficavam em silêncio e escondidos quando eu passava, a maioria encolhidos dentro de suas casas, nem cães, nem gatos, nem passarinhos eu encontrei durante o meu caminho.


                  Continuei meu percurso por essas ruas escuras quando ouço passos atrás de mim, distantes, mas eu conseguia escutar claramente, me virei e não vi absolutamente nada apenas uma rua vazia nas sombras, apertei meu passo porque faltava ainda muito pra eu chegar no meu destino, escutei um barulho na esquina que eu deveria dobrar em seguida, não vi quem fez ou o que fez, só sei que não dobrei aquela esquina decidi ir pelo caminho um pouco mais longo. Novamente escuto passos atrás de mim dessa vez eles estavam mais próximos e pela força dos passos não era uma coisa pequena que estava me seguindo, com o coração disparado e tremendo de medo comecei há caminhar um pouco mais depressa e o que me seguia fez o mesmo.

                  Meu coração parecia que ia saltar pela boca de tanto medo e adrenalina, não tive duvidas comecei a correr por uns 5 minutos até que parei e olhei pra traz, nada mais me seguia fiquei aliviado mais ainda alerta pra qualquer movimento. Mais a frente havia um matagal e como eu mudei de caminho não tinha como eu não passar por dentro dele, a mata era um pouco fechada e descuidada o que dava um tom assustador ao local á noite, escutei um uivo alto e assustador, olhei pra todos os lados e não vi sinal do animal que havia emitido o uivo, depois de alguns segundos percebi a movimentação no telhado de algumas casas chegando perto de mim, vi que alguma coisa vinha pelos telhados na minha direção, de longe não consegui ver o que era direito mais dava pra ver que era grande.


                 Entrei no matagal desesperado bati e tropecei em diversas árvores, o animal também entrou no matagal uivando de uma maneira ameaçadora, corri sem olhar pra traz, o bicho me farejava enquanto eu me escondi atrás de uma árvore tremendo de medo e pavor, a escuridão do matagal só desfavorecia a mim, pois o bicho parecia estar na sua casa, cheguei no final do matagal todo arranhado e com o pé machucado, consegui sair de lá e me escondi atrás de um murro, meu coração batia feito um bate estaca no meu peito, mal conseguia respirar, fiquei totalmente em silêncio esperando que o bicho não me encontra-se, o animal saiu do matagal também, dei uma espiada de canto e nunca tinha visto um lobo daquele tamanho e de proporções tão gigantescas, andava de um jeito humanoide sob as duas patas traseiras, sua boca era enorme compostas por dezenas de dentes afiados e ele babava constantemente, sempre achei que fosse crendice popular, mas eu estava prestes a ser atacado por essa coisa, eu estava sendo perseguido por um verdadeiro lobisomem de verdade.

                 Eu tremia mais e mais, estava um pouco descontrolado de medo, suava pra caramba e minhas pernas estavam meio bambas, eu estava totalmente dominado pelo medo, sentia a respiração do bicho me farejando, a baba escorria de sua boca o fazendo uma criatura ainda mais assustadora e faminta, sentia meu corpo todo amolecer de pavor então decidi correr em disparada faltava pouco pra eu chegar na avenida movimentada, peguei um fôlego não sei de onde e corri sem olhar pra trás, pulei murros, grades, tropecei, levantei, corri como nunca havia feito na minha vida, mas mesmo assim o bicho estava quase me pegando, senti seu bafo quente e fedorento centímetros da minha nuca, quando minhas pernas já não aguentavam mais correr avistei a avenida, antes que eu chegasse nela o bicho me arranhou com suas garras afiadas nas minhas costas, mas ele não me pegou, na ânsia de atravessar a rua um carro me atropela, sangrando muito e sem forçar pra reagir apenas sinto o bicho me puxar pelas pernas.




segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Fábula - A Borboleta Azul e a Formiga


Link da Parte 2



          Era uma vez em um determinado jardim verde e florido, uma doce e triste formiga colhia sozinha algumas plantas e frutas, o formiguinha nunca conseguiu se encaixar com as outras formigas do formigueiro, ele vivia triste porque achava que iria morrer sozinho, até que ele viu no céu a coisa mais bonita que ele já vira na vida, uma linda borboleta azul. Ele se apaixonou na hora pela sua beleza e ainda mais quando ela desceu do céu pra falar com ele.

          - Oi Sr. Formiga, tudo bem?

          - Sim, sim muito melhor agora.

         Eles se tornaram amigos inseparáveis, passando noites e dias conversando, trocando confidencias, agonias e sonhos, a doce borboleta sempre contava seus problemas em casa, e a formiguinha sempre escutava atentamente pronto pra ajudar e apoia-la, eles com o passar do tempo se apaixonaram.

       
 A borboleta azul um dia desapareceu deixando apenas uma mensagem no chão dizendo pra formiguinha esquece-la, ele não entendeu o porquê disso, eles estavam se dando tão bem, mas o que ele não sabia que a borboleta azul tinha medo do que a sua família e amigos iriam pensar dela namorando uma formiga e das consequências disso, o formiga ficou super triste e perdido, resolveu ir atrás do seu amor.

        Ele procurou, procurou e procurou até que a achou, ela não queria voltar atrás na sua decisão e estava prestes a se casar com alguém que sua família e seus amigos achavam certo, mesmo sabendo que seria infeliz não queria decepcionar todos, o casamento seria no outro lado do rio, a formiga não iria desistir tão fácil e nadou pra chegar ao outro lado, mas não teve forças e na metade do rio começou a se afogar. 

          A borboleta azul percebendo a bobagem que estava cometendo voou pra salvar o seu amor, mas chegou tarde e a formiguinha havia se afogado, a borboleta azul levou a formiga pro topo de uma árvore no sol na esperança de que ela sobrevivesse, foi em vão, pois a formiguinha não se mexeu mais, por uma bobagem e medo da vida ela tinha perdido o seu amor, com remorso todos os dias ela visita à formiguinha no topo da árvore com a esperança que um milagre aconteça.


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Me Salve Antes do Fim do Mundo - Parte 2





O céu estava lindo naquela tarde, azul e sem nuvens, mas pra mim ele estava cinza e com trovões, porque acabei de saber que o mundo iria acabar, eram 16h e 15min e faltava uma hora para o fim ou 3.600 segundos de vida pra humanidade, 21/12/2012 era a data final, todos os canais anunciavam, mas nenhum deles dizia o motivo, parei por um instante, perdendo preciosos 5 minutos (300 segundos) de vida, pensei em sair correndo e abraçar familiares e amigos e morrer com eles, mas eu tive uma ideia ou apenas um pensamento, eu tinha um grande amigo cientista que poderia me dizer o que estava acontecendo, mas o que eu poderia fazer pra impedir o fim do mundo, eu ainda não sabia mais algo dentro de mim dizia que eu poderia evitar isso.

Corri o mais depressa possível, naquele momento o mundo já estava um caos, todos estavam desesperados e apavorados, peguei um carro que estava abandonado com as chaves dentro e então fui em direção ao seu laboratório no centro da cidade, se algo realmente estava acontecendo ou alguma coisa poderia impedir o fim do mundo esse cara saberia a resposta com certeza.

Parei em um grande engarrafamento, já se passaram 1.500 segundos e o meu tempo estava acabando, pessoas saiam dos seus carros e brigavam no meio da rua, policiais atiravam acertando qualquer um pelo caminho, homens, mulheres e crianças, a cidade havia se tornado um pandemônio, a civilidade havia acabado, era cada um por si naquele momento, uma pequena bomba explodiu a uns 20 metros de mim, fiquei um pouco zonzo mais corri pra longe, abandonei o carro e segui a pé no meio daquele cenário apocalíptico.


Minhas pernas doíam de tanto que eu corri, mas ainda estava longe do meu objetivo, corri ainda mais rápido até que tropecei feio e cai no chão, meu braço que usei pra proteger meu rosto estava quebrado, doía demais até que uma suave mão me ajudou a levantar, era uma linda morena de cabelos cacheados e olhos cor de mel, ela perguntou se eu estava bem, tentando bancar o macho que não sente dor falei que estava doendo pouco, ela pegou uma camisa que estava na sua mochila e fez uma a tipoia pra mim, seu nome assim como seus olhos era Mel, meio nervoso com o lindo sorriso dela disse meu nome completo em um tom formal constrangedor que a fez rir, Eric Douglas Ribeiro, depois que falei notei que fui ridículo e ri também, olhei no relógio e tomei um susto já se passaram 2.700 segundos e o fim estava cada vez mais próximo, expliquei tudo o que eu estava fazendo pra ela e concordou em me ajudar, por sorte ela estava com uma moto, agora eu tinha que manter o foco na minha missão que eu mesmo tinha inventado na minha cabeça, mas algo me dizia que daria certo.

Chegamos no laboratório, mas para meu espanto estava cercado de militares com uniformes pretos e vermelhos, todos estavam com aquelas mascaras de gás parecidas com as dos filmes, não tinha por onde entrar, fomos pelos fundos e encontramos uma pequena janela, foi difícil mais conseguimos entrar. O local estava uma bagunça, tudo estava revirado e jogado no chão, caminhos pelos cantos sem fazer barulho, havia muitas pessoas esquisitas circulando por lá, nos deveríamos ir no laboratório principal que era onde meu amigo trabalhava.

Quando chegamos no local algo muito estranho estava acontecendo por lá, o meu amigo estava acorrentado em uma cadeira e dois homens de jalecos brancos estavam o torturando, mas esses dois homens não eram homens normais, seus rostos estavam deformados e eles pareciam não conseguir caminhar direito, e outra coisa super esquisita chamou minha atenção, um animal estranho estava preso por um cólera, tinha jeito de um cachorro, mas não era um, parecia mais um cão do inferno.

Eles continuavam a torturar meu amigo queriam saber de uma informação que ele sabia, olhei no relógio e faltavam agora apenas 300 segundos pro fim do mundo, agora me esconder já não era importante chamei a atenção dos dois homens estranhos e o cachorro esquisito começou a latir pra mim e pra Mel, os dois homens de rostos deformados me olharam e meu amigo também me olhou e abriu a boca pra me falar algo importante:

-Salve o mundo, Eric, pegue a...

Mas ele silenciou na hora, havia levado um tiro na testa de um dos homens deformados, naquele momento tudo tinha ido por agua abaixo, tudo que eu tinha imaginado acabará, perdi as esperanças de salvar o mundo, caiu uma lágrima dos olhos de Mel, a abracei enquanto vi o cachorro esquisito vir em nossa direção.


LENDAS URBANAS

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