"Tornei-me insano, com longos intervalos de uma horrível sanidade" - Edgar Allan Poe

W. R. SANTHOS

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Porto Alegre, Rs, Brazil
Escritor. Pintor. Cineasta Amador.

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domingo, 19 de dezembro de 2010

Carta de Suicídio

Oi, eu estou deixando essa carta pra que todos saibam o que aconteceu comigo, eu me chamo Carlos Ribeiro dos Santos fui casado durante 10 anos e não tive filhos, nesse momento da minha vida estou sozinho, estou com uma arma na mão apontando pra minha cabeça, não sei que tipo de arma é, mas eu sei que esse finalmente será o meu fim.
 Tudo começou há 30 dias, eu tinha acabado de voltar do trabalho e estava sentado no sofá assistindo um filme quando me assustei com um barulho vindo da cozinha, eu me levantei rapidamente pensando que fosse um ladrão, mas não vi ninguém, as panelas estavam no chão como se alguém tivesse jogado elas, enquanto juntava as panelas escuto batidas na porta, achei estranho visita a essa hora da noite mesmo assim fui atender e pra minha surpresa não havia ninguém.
 Eu estava começando a ficar com medo, mas pensei que estava só imaginando coisas porque estava cansado e com sono, fui me deitar, mas alguma coisa me fez arrepiar da cabeça aos pés, eu senti uma presença dentro do meu quarto como se alguém estivesse na espreita me vigiando, acendi a luz e nada, mas um vulto passa pelas minhas costas, eu pulei pra frente de pavor, vasculhei a casa toda na procura de alguma coisa, mas não encontrei nada, apesar do meu medo nada mais aconteceu naquela noite.
 Há 10 dias o meu pavor voltou, eu estava deitado sem conseguir dormir quando escuto um barulho dentro do meu quarto, fui me levantar pra saber o motivo do barulho, mas pra minha surpresa eu não conseguia me mover, eu estava deitado de barriga pra baixo, todo o meu corpo estava imóvel só conseguia mexer os olhos, era como se alguma força invisível estivesse me segurando, eu não conseguia nem falar, quanto mais eu tentava me mexer mais a força me apertava contra a cama, depois de meia hora a pressão sumiu e eu pude voltar a me mexer, aquela força não voltou durante toda noite, mas eu comecei a escutar diversas vozes, algumas de pessoas conhecidas que já estavam mortas e outras desconhecidas e assustadoras.
 Eu procurei ajuda em todo lugar, na igreja, em terreiros, mas nada adiantava, as vozes continuavam e eu já estava pirando, mas ontem foi o maximo que eu pude aguentar, a força invisível me atirou contra a parede e diversos vultos me rodeavam, eu escutei uma voz no meu ouvido, eu podia sentir o seu bafo quente e fedorento no meu rosto, ele diz que não adiantava eu fugir porque eles iriam caçá-lo em qualquer lugar, eu tinha sido escolhido por esses espíritos, eu fui torturado a noite inteira, nunca mais quero passar por isso.
 Hoje eu estou escrevendo isso porque não aguento mais, eu tentei de tudo, mas nada adiantou, hoje de tarde comprei essa arma, espero que isso me livre desses espíritos do mal, essa carta fica pra que todos saibam tudo que eu passei e pra que as pessoas saibam que espíritos demoníacos existem. Me desculpem se tiver um pouco de sangue na carta eu não sei como usar  essa arma direito, peraí acho que ta travada, vou aperta o gatilho agora

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Samael, O Demônio Arrependido


“Samael corresponde a Sefirot Hod, significando "o mentiroso". Os demônios associados a ele são descritos como monstros amarelos com corpo de cachorro e cabeça de demônio. Assim sendo, Samael se converte no mentiroso, aquele que se utilizando de palavras inteligentes e racionais nega a existência de Deus e de qualquer ser acima do EU.”

Oliver e Letícia são um casal bem religioso, todos os dias depois do trabalho de ambos eles passam na igreja pra rezar, a casa deles é repleta de imagens de santos e de Jesus, crucifixos são encontrados em todos os cantos da casa. Eles assistem apenas programas religiosos e culturais, nada de novela ou jornalismo.

O padre da igreja que eles frequentavam jantava quase todas as noites com eles o que deixava Letícia super orgulhosa e satisfeita com sua fé. Letícia se confessava toda a semana, era quase sempre a mesma coisa na confissão apenas sonhos picantes e pensamentos maldosos, mas nada que fosse alguma coisa relevante.

A rotina do casal era sempre a mesma, acordar cedo, ir trabalhar, passar na igreja e depois direto pra casa, nos finais de semana eles iam pra casa ou dos pais dele ou dos dela, eles faziam muita caridade tanto com coisas matérias quanto ajuda pessoal, Oliver e Letícia eram um casal perfeito.

Em uma sexta feira Letícia foi liberada do trabalho mais cedo, como a igreja estava fechada pra reforma ela foi direto pra casa, ao entrar em casa ela notou que alguns móveis estavam fora do lugar e derrubados ,um cheiro desagradável pairava no local, Letícia tenta acender as luzes, mas nenhum interruptor funcionava, ela então pega uma vela dentro do armário e acende, mas em seguida derruba a vela no chão, pois viu alguma coisa espreitada no canto da sala.

Oliver tivera um dia muito duro no trabalha e voltava pra casa cansado e um pouco feliz de não ter que ir à igreja naquele dia, Oliver não era totalmente igual à mulher achava um exagero ter que ir à igreja todo dia, mas como era um desejo de sua mulher ele fazia. Ao chegar  em casa Oliver a nota totalmente no escuro e a porta estava entre aberta, ele se preocupa com a mulher, receava um assalto.
Oliver sente um cheiro muito desagradável na casa e procura Letícia, ela estava na cozinha preparando alguma coisa, Oliver a questiona do que estava acontecendo, Letícia o leva até o quarto e com a vela que estava na sua mão se aproxima do canto do quarto e Oliver vê uma pessoa no chão, mas não era uma pessoa tinha apenas as formas de uma, tinha o corpo preto como carvão, olhos vermelhos sangue, dentes afiados e nariz inexistente e o corpo parecia gosmento, ele se apresenta pra Oliver como Samael, um demônio.
    
Oliver tenta fugir do quarto assustado, mas Letícia o impede, ela pede pra ele escutar Samael, Oliver acha loucura escutar um demônio, não entende como a pessoa mais religiosa que ele já vira caísse no papo de um demônio, mas apesar dos seus apelos, ela o convence a escutar o demônio. Samael explica que estava cansado das crueldades de seu mestre Lúcifer, e que em outra época ele foi um grande Anjo, honrado e justo, mas a lábia do senhor das trevas o convenceu a ir contra Deus, depois de tempos tentando fugir do inferno ele finalmente conseguira e estava disposto a tudo pra conseguir o perdão do senhor.

Oliver ainda não estava convencido daquela historia toda, ele tremia da cabeça aos pés, puxou Letícia pra fora do quarto e a questionou sobre o motivo dessa fé chega nesse demônio, mas ela parecia estar em estado de transe, ela diz que isso tudo era um sinal de Deus, ele nos deu essa missão de regenerar esse anjo das garras do mal, assim com o senhor enviou Gabriel pra Virgem Maria, ele agora nos envia Samael, mas Oliver se recusava a acreditar nisso, pega o telefone e liga pro padre pra ele fazer um exorcismo e mandar esse demônio de volta pro inferno, nesse momento Samael aparece na sala, à visão dele era mais horrenda ainda com ele de pé, tinha o corpo totalmente deformado e nojento como se estivesse podre, Letícia pede calma, Samael começa a tossir e pede a ajuda dela, Oliver a manda escolher entre ele ou esse demônio, pra surpresa e desapontamento dele ela escolhe o demônio.

Oliver tenta puxar Letícia a força, mas Samael o pega pelo pescoço, dizendo que ninguém iria impedir a sua redenção quebra o pescoço de Oliver com apenas uma mão, Letícia apenas observa a cena sem nenhuma reação, Samael larga o corpo de Oliver no chão e beija Letícia, eles transam no chão da sala no lado do corpo sem vida de Oliver.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

3 Dias no Inferno – Parte 1

     
       
               “Eu vejo pessoas mortas”, pode até parecer clichê de filme americano, mas é a mais pura verdade, isso começo quando eu era muito pequeno, dês daquela época de bebê eu já recebia visitas de almas que vagavam pelo mundo, eu tinha até me acostumado com isso quando eram apenas pessoas mortas que apareciam pra mim, mas quando eu cresci um pouco comecei a receber  a visita de demônios também, o que me assustava muito, é muita coisa pra um garoto de 10 anos de idade.


        Meus pais como os de qualquer filme que você já tenha visto só pioraram a situação, minha amada mãe já não olhava mais pra mim e evitava minha presença, ela tinha medo de mim, meu pai me mantinha trancado no quarto, com 11 anos parem de ir à escola, alem de ser considerado uma aberração e apanhar constantemente, as aparições de demônios só pioravam, foi quando eu comecei a beber.

     Meu pai tentava ajudar em vão, ele trazia diversos médicos, macumbeiros e tudo que você imagina, 90% eram charlatões e os outros 10% fugiam de medo de mim. Nos meus 15 anos aconteceu uma grande tragédia, minha mãe faleceu, fazia 5 anos que ela não falava comigo, depois de alguns meses eu fugi de casa.


           Agora além de ver demônios e pessoas mortas, elas sussurravam no meu ouvido e foi assim que sobrevivi, me ajudaram a roubar comida entre outras coisas e enganar as pessoas, depois de 20 anos de vida finalmente as coisas estavam dando certo pra mim, mas eu não estou aqui pra contar isso, eu vou contar pra vocês os 3 dias que eu passei no inferno.

           Eu ainda não estava satisfeito em só escutar os demônios eu queria poder falar com eles, em pesquisas que eu fazia encontrei uma feiticeira legitima, o nome dela era Lilith, era extremamente bonita e jovem, logo que me viu abriu um sorriso, eu pude ver em seus olhos que ela já sabia tudo sobre mim, então contei o meu desejo, logo depois ela me agarra pelo pescoço me dando um beijo, e transamos violentamente na sala onde ela atendia os clientes, depois que nós nos vestimos, disse que meu pedido foi atendido, saí pra testar.

          Procurei algum demônio ou uma pessoa morta, mas antes que eu encontra- se eu fui atropelado por um caminhão, eu estava estendido no chão sem conseguir me mexer, fechei meus olhos e quando abri estava em outro lugar totalmente diferente de que qualquer pessoa já viu.

       Eu me levantei, meu corpo não tinha ferimento algum, algo estava errado, que local era esse, havia um vento fortíssimo como se um furacão estivesse passando pelo local, eu quase caí várias vezes com a força do vento que também dificultava a visão, o ar estava quente demais uns 48° graus no mínimo eu pingava suor, o céu estava vermelho vivo e as nuvens mais pareciam feitas de fogo, o terreno era de terra vermelha e montanhoso, eu andei um pouco até que enxerguei um bicho horrendo comendo uma pessoa.


LENDAS URBANAS

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