"Tornei-me insano, com longos intervalos de uma horrível sanidade" - Edgar Allan Poe

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sexta-feira, 2 de junho de 2017

A Mulher do Parque



Marcelo tinha acabado de ter uma discussão feia com sua mulher, depois de muito tempo a enganando, finalmente descobriu as suas traições. A briga foi feia, diversas palavras de baixo calão foram transferidas de um para o outro, sem o mínimo de consideração para com os vizinhos que escutavam tudo, ou mesmo pros próprios filhos trancados no quarto chorando.

Depois de agredi-la com diversos tapas, saiu de casa descontrolado, entrou em um bar e bebeu durante um bom tempo. Voltou pro seu carro decidido a voltar pra casa e para sua mulher independente do que havia acontecido antes.


A rua estava vazia, já estava na metade da madrugada, mesmo assim ele dirigia desgovernadamente como se estivesse desviando de algo, em ziguezague derrubando caixas de correio e lixeiras, perto de um parquinho de crianças com gangorras e escorregadores, ele avista uma mulher muito bonita e atraente, achando que era uma prostituta para o carro e vai atrás dela.

Ela vestia uma mini saia que mal cobria as suas coxas grossas, e uma blusa vermelha tão pequena que parecia um sutiã para confortar seus seios fartos. Seus longos cabelos cacheados se encaixavam perfeitamente com seus olhos pretos penetrantes, deixaram Marcelo louco.

Ele sentou em um dos bancos do balanço quando notou a sua presença, ficou ali se embalando enquanto ele se aproximava. Ele sentou no balanço ao seu lado, visivelmente embriagado, começou a mexer no seu cabelo, aproximando alguns fios do seu nariz para cheirar, ela apenas sorria.

- O que um homem tão bonito está fazendo aqui? – ela falou enquanto uma nevoa branca começava a cobrir o chão úmido.

- Esperando por uma puta como você! – ela não se ofendeu apenas continuou sorrindo.

- O que você faria comigo?

- Você logo vai descobrir, estou com minha cinta bem aqui. Já brincou de apanhar?

- As mulheres gostam disso, sua esposa gosta disso?

- Ela não tem que gostar, eu tenho que gostar. Uma mulher tem que satisfazer o seu homem não importa como, se não fizer será pior pra ela.

Não notou quando a mulher desapareceu do seu lado no balanço. Ele olhou em volta do parque, a nevoa branca no chão agora estava bem espessa. Ela estava caminhando no lado do escorregador, ele sai do balanço e vai atrás dela que desaparece bem diante dos seus olhos.

Ela reaparece agora atrás dele completamente nua, agora nota uma tatuagem no seu peito esquerdo que antes estava coberto pela blusa, era o seu nome que estava tatuado ali. Não podia acreditar, teve uma namorada há anos atrás que tinha a mesma tatuagem.

- Agora se lembra de mim querido?

- Não... Não pode ser você está morta há anos.

- Sim estou. – ela começa a sangrar pelos olhos, boca e nariz. – Você me ensinou direitinho como satisfazer o meu homem, me ensinou tanto que me matou. – seu corpo agora ficou todo cheio de marcas e com uma abertura na barriga.

- Eu juro que precisei, você não queria me escutar, devia ser disciplinada. Só queria que você entendesse o que era certo.

- O que era certo? – seu corpo apodreceu em segundos, a pele foi desgrudando do seu corpo. Os olhos esbugalharam e caíram, a boca rasgou aumentando de tamanho e cobrindo todo o seu rosto, e lá de dentro tentáculos saíram o pegando pelo pescoço. Aquela boca imensa com dentes afiados o engoliu quando os tentáculos o puxaram, lá dentro ainda vivo ele foi triturado lentamente.

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