"Tornei-me insano, com longos intervalos de uma horrível sanidade" - Edgar Allan Poe

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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Visões da Filha do Diabo - Parte 3




Todos ficaram apavorados com o que presenciaram, o barulho era enorme, urro alto e apavorante. Passou arrastando tudo o que encontrava na sua frente, carros, grades, pedaços de casas e prédios. Pelo que conseguiram ver pela janela, era maior que um arranha-céu. Demorou alguns segundos para a coisa desaparecer.

Madre Tereza nem teve tempo de acalmar todos presentes, pois a garota possuída começou a se contorcer na cama. Um líquido gosmento e amarelo escorreu no canto de sua boca, ela então começou a flutuar encima da cama, a Madre manda todos pegarem uma corda dentro do seu armário. Amarraram a garota com firmeza enquanto ela se debatia resmungando coisas sem sentido.


Nenhuma das sete pessoas tinha certeza do que estava acontecendo no momento, tudo parecia tão surreal que não poderia ser verdade.

- Vamos para a recepção, a deixem sozinha, no momento não podemos fazer nada por ela. Sigam-me, por favor.

- Madre, o que era essa coisa?

- Agora não Dorothy, vamos manter a calma.

- Mas o que a senhora disse, não entendi nada.

- Esqueça isso por enquanto.

Tereza levou todos até a sala de recepção, se manteve firme, precisava ser uma ancora para os outros que estavam nervosos e assustados, mesmo ela estando do mesmo jeito.

- Por favor, acalmem-se. Primeiro de tudo preciso saber quem são vocês?


- Não sei qual a prioridade disso, mas vamos lá. Sou Pedro, estava voltando pra casa quando dois cachorros enormes começaram a me perseguir, eram do tamanho de cavalos!

- Tem certeza que não eram mesmo? – ele ficou um pouco incomodado com o questionamento.  – Sou Maria, trabalho digamos na rua, corri porque era o que todo mundo estava fazendo.

- Mateus, também corri porque todos estavam correndo.

- Eu não sei como vim parar aqui, não sei o que me aconteceu. Estou confuso, não lembro meu nome, meu deus o que está acontecendo.


- Antes que o maluquinho enlouqueça, eu sou a Ana. Agora que tiramos o bode da sala, alguém quer falar “Transformer” que acabou de passar por nós.

- Antes vamos... – a Madre não pode terminar de falar, a luz apagou, o breu tomou conta.

A Madre sentiu alguém trombar com ela e a derrubar, a garota que estava amarrada na cama gritou mais forte ainda, sentiu que alguma coisa tinha acontecido.



As luzes voltaram depois de alguns minutos, ela se levantou do chão com a ajuda de Dorothy, os outros se olharam assustados. O silêncio vindo do quarto foi o atestado que alguma coisa tinha acontecido, quando chegou lá Tereza se deparou com algo terrível, à garota tinha sido esfaqueada até a morte, seu corpo agora era uma mistura de sangue e carne rasgada.


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