"Tornei-me insano, com longos intervalos de uma horrível sanidade" - Edgar Allan Poe

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sábado, 23 de abril de 2011

Fora do Corpo


Ana não sabia onde estava, a dor havia desaparecido, ela estava vestida com roupas de paciente de hospital, e ela estava em um hospital de pé na frente de uma cama onde uma mulher estava deitada ligada em aparelhos, parecia estar em coma. Ana chega perto da cama e se assusta, a mulher que estava em coma era ela.

Ana sai correndo do quarto, pedindo ajuda pras pessoas que ela encontrava, mas ela parecia invisível, se pergunta o que poderia estar acontecendo, ela tenta tocar nas pessoas em vão, passava pelas pessoas como fumaça, parecia não mais caminhar, mas se deslocava flutuando suavemente pelos corredores, depois de algum tempo sem ninguém perceber a sua presença, ela aceita o inevitável, estava tendo uma experiência fora do corpo.

Ana volta pro quarto e fica observando o seu corpo em coma na cama, a janela estava aberta quando um vento um tanto esquisito passa pelo quarto, Ana sente uma sensação de angustia misturada com temor. Ana vê vultos e escuta sussurros estranhos pelos corredores do hospital. Um enfermeiro entra no quarto e examina o corpo de Ana enquanto ela de pé observa, ele puxa do bolso uma seringa suspeita, Ana sente que algo estava errado, tenta chamar alguém, mas ninguém escuta, ela então tenta parar o enfermeiro, também em vão. O enfermeiro esconde a seringa depois de aplicá-la e vai embora deixando Ana no vazio de seu quarto.

 
Depois de uma hora em que Ana apenas observa o horizonte, um homem com a aparência de doente entra no quarto e senta na cama onde estava o corpo de Ana, ela fica preocupada e assustada quando o homem começa a falar com ela. Ana senta no seu lado pra escutá-lo.

-...Minha mulher, meus filhos, eles precisam de mim, ela não pode me levar, eu não quero ir.

- Quem vai levá-lo?

- A morte, ela está aqui, e eu acho que não é pra cima que ela vai me leva. Eu enganei muita gente por ganância, traí várias vezes a minha esposa, mas eu a amo e não quero ir, por favor, me ajude.
Uma ventania começa dentro do quarto, passa pela porta uma grande corrente com um gancho na ponta, Ana não consegue ver quem arremessou a corrente só vê que o gancho acerta o pescoço do homem que é puxado pra fora do quarto deixando Ana apavorada.

Ana paralisada de medo começa a chorar de pavor, pois ela poderia ser a próxima, ela tenta em vão voltar pro seu corpo, um sinal começa a tocar nos aparelhos que estavam ligados no seu corpo, vários médicos entram no seu quarto ao mesmo tempo, Ana se preocupa, mas esquece isso rapidamente quando escuta um barulho de corrente arrastando no chão em direção ao seu quarto. Ana grita pra os médicos a salvarem, uma figura encapuzada vestindo uma capa preta que cobria todo o seu corpo aparece na porta, tinha mais de 2m e na sua mão direita tinha uma foice e na esquerda correntes grossas.

Os médicos declaram à morte do corpo de Ana. Ela nunca tinha visto aquela criatura antes, mas ela sabia que era a “morte” que vinha pagá-la. Ana se levanta e caminha até a criatura que estende a sua mão gigantesca e a leva pra fora do quarto.

- Eu vou pro céu, né!

A criatura depois de algum tempo responde com a sua voz rouca:

- Não, pra baixo.

O corpo de Ana pega fogo, ela solta seu último grito antes de virar cinzas.

3 comentários:

  1. [aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa]
    Ameii santos ... Ta de parabéns *-*

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  2. Gostei do seu blog!Te enviei um texto.
    Se puder segue os meus também
    http://ruanafurtado.blogspot.com/

    tenho outro

    ruanacnfurtado.blospot.com/

    ResponderExcluir
  3. Oi Ruana Furtado, vo lê o teu conto com muito prazer, pode deixa que vo segui os teus blogs tbm.
    bjxx

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