"Tornei-me insano, com longos intervalos de uma horrível sanidade" - Edgar Allan Poe

W. R. SANTHOS

Minha foto
Porto Alegre, Rs, Brazil
Escritor. Pintor. Cineasta Amador.

Postagens populares da semana

Seguidores

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Visões da Filha do Diabo – Parte 2




Aquela garota estava possuída por algo maligno, mesmo assim o que estava dentro do seu corpo ficou com medo da freira profetizando algo terrível. Depois de proferir Dorothy saí do seu surto psicológico, não sabia o que tinha acontecido só que estava fraca e um pouco desorientada, o suor escorria pela sua testa como uma torneira vazando água.


Metade das lâmpadas tinha explodido sozinha, Madre Tereza ficou de pé precisava contornar essa situação que poderia se tornar uma catástrofe na medida em que não fosse controlada.


- Dorothy! Você está bem?

- O que? O que aconteceu Madre? – Dorothy levantou do chão com dificuldade.

- Sai... sai... sai, quero volta, quero volta! – a garota possuída parecia estar com medo no momento. Acocada encostada na parede na escuridão. A Madre pegou seu terço e começou a fazer uma oração.

- Espíritos malévolos, que inspirais aos homens maus pensamentos;  espíritos trapaceiros e mentirosos, que os enganais;  espíritos zombeteiros, que brincais com a credulidade deles, eu vos afasto com todas as forças de minha alma e fecho meus ouvidos às vossas sugestões, mas imploro para vós a misericórdia de Deus. – a garota cai desmaiada.


Tereza ajuda a Madre a levar a garota para o quarto dela. O sol continuava a não querer sair, o clima estava estranho e ameaçador.

- Quando jovem por muitos momentos duvidei da minha fé, fiz algumas estupidez durante minhas crises. Eu sei que você não entende esse tipo de coisa Tereza, foi criada dês de pequena na igreja, nunca viu outro caminho, mas eu já estive na direção errada, já vislumbrei o abismo. Mas graças ao bom Deus encontrei meu caminho e com a ajuda do Padre Augustinho tive uma visão.


- Que visão Madre?

- Que eu ainda em vida testemunharia o fim das eras, e que eu era a filha do Diabo!

Tereza ficou chocada com as palavras da Madre, só que não teve muito tempo para pensar no que tinha escutado. Começou uma gritaria no lado de fora, seguido de diversas pessoas batendo na porta do convento pedindo socorro, as duas vão até lá novamente, mas dessa vez com cautela.


Se olharam durante um tempo e abriram, três homens e duas mulheres entraram, estavam assustados e suando. Estavam fugindo de alguém ou de alguma coisa.

- O que está acontecendo? – Madre fechou a porta rapidamente.

- O mundo enlouqueceu, as pessoas estão ficando malucas.

- Como assim?

- Parece que não amanheceu no mundo inteiro. – uma das mulheres falou. – Ainda não houve um esclarecimento de ninguém sobre isso.

Assim que a mulher terminou de falar fortes estrondos fizeram tudo tremer como se estivesse acontecendo um terremoto, tentando se equilibrar foram para a janela ver o que podia estar causando isso. Viram apenas as patas do animal colossal passando pela rua destruindo carros, arvores e tudo o que impedia seus passos desproporcionais.


quinta-feira, 20 de abril de 2017

Uma Noite Estranha - Escrito por James Nungo


Tudo mudou na minha vida desde que fui para a cidade de Orge em 1999, visitar a minha avó que já se foi durante o acontecido que estou prestes a contar.

A polícia não acreditou, e até agora não acredita, estou aqui atrás das grades, mas aquilo foi legítima defesa. O caso que estou para contar é inacreditável para muitos.

Na tarde de 25 de junho de 1999, eu, Natália, Lídia e Joana decidimos ir até Orge, com o intuito de passar férias, pois os dias de férias tinham chegado.

Viajamos de ônibus, levamos 5 horas de tempo para chegar até lá porque morávamos em Khedie, uma das cidades mais próximas de Orge.

Chegamos na cidade, eu tinha pedido para a avó Amélia que nos esperasse no ponto de ônibus e ela o fez.

— Oi avó - disse eu abraçando-a muito firme.

— Minha neta - ela disse.

— Quem são essas três lindas meninas? — ela me perguntou.

— Elas são as minhas amigas que falei.

— Essa clara é Joana — disse eu apalpando o ombro dela — essa é a Natália e essa chocolate é a Lídia. — disse eu abraçando-as.
— Oi Senhora Amélia — disseram elas em coro.

— Prazer em vos conhecer minhas filhas.

— O prazer é todo nosso — elas disseram.

Avó Amélia com os seus cabelos brancos nos direcionou até a sua casa.

— Uau, que casa linda — ficou impressionada a Lídia.

Nós todas ficamos impressionadas com a beleza e o tamanho da casa, aquilo era uma mansão.



Ela nos convidou para entrar, mas no momento que entravamos a Natália começou a se sentir mal, ela disse que de repente estava a sentir uma dor de cabeça, mas graças a Deus não era nada grave.

Entramos na linda casa decorada com detalhes femininos, a avó Amélia deu um comprimido para a Natália.

Fomos recebidos com um almoço muito bem organizado, já eram 17 horas e poucos minutos.

Depois do almoço fomos assistir um filme de terror com o título "Sexta-feira 13" (Jason), depois fomos chamadas para a mesa com o empregado gentil que por ali trabalhava.

A avó Amélia era viúva a um ano.

Eram 20 horas e 30 minutos, fomos comer, conversamos e brindamos, foi fantástico, mas eu não imaginava que tudo terminaria as 00:00 naquela noite agitada.

As meninas já estavam exaustas então eu fui fazer a cama para elas, era para elas dormirem no mesmo quarto, mas esse quarto era grande e tinha quatro camas, os outros quartos estavam trancados por razoes não explicadas por avó Amélia.

Deram 21:36 eu estava em frente ao televisor sozinha na sala assistindo outro filme, mas uma comédia, pois não me arriscaria assistindo terror sozinha.

Conchilei sem ter me apercebido e acordei, eram 22:00.
— Natália!!! Natália!!!

Escutei um barulho, na verdade era grito das meninas, dava para se sentir que elas estavam apavoradas, então fui até ao quarto onde elas estavam hospedadas e encontrei-as em desespero, a Natália estava...

Morta... Morta...

Estava cheia de sangue e uma faca na nuca.

— Quem a fez isso? — perguntei-as e as lágrimas brotaram das minhas órbitas.

— Não fomos nós, nós... A encontramos neste estado — disse a Lídia tendo as lágrimas na ponta dos olhos.

— Ela não está mentindo Isabel, nós não a matamos, acredite em nós — a coitada da Joana defendeu a amiga e a si mesma.

— Isso não está certo vou ter com avó Amélia, ela vai me ajudar a... Não sei...


Fui em direção da porta para abrir quando de repente sou lançada juntamente com a porta contra a parede, os meus olhos se fecharam e apaguei.

Quando a minha consciência voltou vi o relógio na mesa marcando 23:00, as minhas amigas estavam todas mortas, cheias de sangue.

Quando levantei vi um par de olhos amarelos fitando-me, era ela, a minha avó Amélia com uma faca na mão direita.

— Vovó não.

— Cala boca filha da puta a sua avó não está aqui, ela está morta.

— Quem é você então?

— Eu sou Deus... Sou dono desta merda, você não pertence a este lugar puta — a coisa disse com aquela voz medonha, aquela voz grossa.

Então ela, aliás aquela coisa que possuia o corpo da minha avó veio em minha direção voando, flutuando com a faca na mão.

Tentei correr até a porta, mas a porta se fechou.

De repente as facas atravessaram a porta vindo em minha direção era minha morte. Me protegi com as mãos e todas as facas picaram os meus braços, a criatura se aproximava de mim, enquanto o sangue escoria pelos meus braços.

Ergui os meus olhos, a sua faca estava por cima da minha cabeça.

Com a minha coragem levei uma faca que estava no meu braço e passei pelo pescoço da criatura, o sangue jorrou, banhando-me, e a criatura caiu e tudo cessou...

De repente o sino soou anunciando a meia noite.


A polícia chegou e me prendeu.


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Lendas Urbanas - Maria Degolada


Formada a partir das décadas de 40 e 50, a Vila Maria da Conceição, em Porto Alegre, foi construída ao redor do local onde está enterrado o corpo de uma moça assassinada no final do século XIX. Esta tornou-se um mito que representa a identidade daquela comunidade, como pretende-se analisar neste texto.

Essa história envolve o casal Bruno Soares Bicudo (um soldado da brigada militar gaúcha) e Maria Francelina Trenes da Conceição, jovens apaixonados em pleno século XIX. Um dia, Bruno resolveu marcar um piquenique com seus amigos (que também eram soldados) onde na época havia muito mato. No dia 12 de novembro a diversão deles com o piquenique durou algumas horas, quando o piquenique acabou, Bruno começou a agir de forma estranha, pegou Maria e afastaram-se dos amigos motivado por uma pequena discussão.


Ao cair da tarde os amigos perceberam a ausência do casal, foi então que eles decidiram procurar. Ao chegarem em uma figueira encontraram o soldado, com uma faca na mão e Maria estirada no chão, com a garganta cortada e toda ensanguentada ainda se debatendo.

  Ela havia sido degolada pelo próprio companheiro. Os amigos soldados de Bruno, não entendendo o que havia acontecido ali, então decidiram comunicar aos seus superiores. Foi enviada uma guarnição ao local, que desarmaram Bruno que foi preso. Após isso ele foi julgado e foi condenado a 30 anos de reclusão na Casa de Detenção de Porto Alegre onde ele foi assassinado. Segundo outro detento que estava preso na época.



  Pouco após a morte de Bruno um forte vendaval passou pelo local onde Maria acabou morrendo, que arrancou a figueira com a raiz. Os moradores construíram uma pequena capela no local em homenagem à Maria, que ficou conhecida como Maria Degolada.




 Não há algum gaúcho que não conheça essa famosa lenda.


LENDAS URBANAS

LENDAS URBANAS

Postagens populares

100.000

100.000

Página no Facebook