"Tornei-me insano, com longos intervalos de uma horrível sanidade" - Edgar Allan Poe

W. R. SANTHOS

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Porto Alegre, Rs, Brazil
Escritor. Pintor. Cineasta Amador.

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Torturada


Cíntia abre os olhos, a sua visão ainda estava embaçada e sua mente ainda estava meia turva, ela estava de pé, seus braços doíam, pois ela estava acorrentada pelas mãos em uma viga, Cíntia não estava na sua casa, nem no seu quarto com suas coisas, mas sim num lugar horrível. Era um quarto podre, todo escuro, janelas fechadas com madeiras, goteiras no teto que formavam diversas poças d’agua no chão, através desses buracos no teto feixes de luz do sol conseguiam passar, a porta era velha de madeira e estava totalmente fechada.

A portas se abre rispidamente e a claridade toma aquele quarto escuro fazendo Cíntia fechar os olhos, um homem entra e em seguida fecha a porta, ele nota que Cíntia estava acordada, ele para na sua frente e a fixa nos olhos por alguns segundos, Cíntia pede chorando pro homem soltá-la, mas a expressão do homem era de total serenidade como se nada estivesse acontecendo, mas logo essa expressão muda pra um sorriso sinistro e ameaçador, ele dá dois tapas na cara de Cíntia que começa a chorar mais forte, o homem sai novamente do quarto, não demora a voltar e junto trás uma maleta que dentro continha diversas facas e outros objetos.


Quando Cíntia vê o que tinha dentro da maleta começa a entrar em pânico, se contorce toda tentando se soltar das correntes, mas o seu esforço todo era em vão, tudo estava muito bem preso, o homem também trouxe uma mesa onde colocou as facas e os outros objetos em cima dela, varias facas de vários tamanhos e formatos e outros objetos que Cíntia não fazia ideia pra que servia. O homem com a maior calma possível começa a afiar as facas em meio aos gritos de socorro de Cíntia, a medida que o tempo passava e o homem estava quase terminando o trabalho de afiar as facas, Cíntia entrava em desespero, chorava e gritava pedindo pro homem solta-la, mas tudo em vão, parecia que naquele momento ela era invisível pra ele.


O homem termina de afiar as facas e de limpar os outros objetos estranhos, ele saiu do quarto novamente, Cíntia escuta do lado de fora grunhidos de porco e logo o homem trás um porco vivo pra dentro do quarto, põe o animal em cima da mesa e o amarra o deixando imóvel, ele dá dois socos na cara do porco, bem devagar ele se dirige pra Cíntia e faz a mesma coisa, a boca dela começa a sangrar, o homem se volta pro porco novamente, com seu dedo polegar enfia no olho direito do porco até afunda-lo dentro da cabeça, Cíntia já sentia o que a esperava e começa a chorar descontroladamente, mas não adiantou o seu apelo e desespero o homem se aproxima dela e segura a sua cabeça pra ela parar de se mexer e com seu dedo polegar afunda o olho de Cíntia pra dentro de seu rosto.

Ela perdeu a visão do olho além da dor horrível que estava sentindo, o seu sangue escorria pelo seu rosto, agora Cíntia chorava baixinho na esperança que seu tormento havia acabado, mas estava longe disso. O homem volta-se para o porco e com um facão arranca uma pata dele, Cíntia com apenas um olho pra enxergar e o outro embaçado com sangue não conseguia mais ver o que estava acontecendo, o homem caminha lentamente até Cíntia solta uma das suas mãos das correntes e segura seu braço com tanta firmeza que o torce, ele pega o facão e com um só golpe arranca quatro dedos dela, era uma dor insuportável, e não satisfeito com outro golpe ele arranca a mão toda dela, ele enrola o ferimento dela com um pano pra diminuir o sangramento, Cíntia estava quase desmaiada de tanta dor.

Com uma espécie de alicate o homem abre a boca do porco e com um puxão arranca a língua do animal que se debatia na mesa, agora era a vez de Cíntia, o homem segura o rosto de Cíntia que não mais fazia resistência, ele aperta o maxilar dela com muita força quase o quebrando, Cíntia consegue morder os dedos do homem que urra de dor, ele então desfere um soco no nariz dela que a deixa totalmente vulnerável, ele pega seu rosto novamente e coloca o alicate dentro da boca dela, e do mesmo jeito que fez com o porco arranca a língua num puxão só.

Cíntia estava quase inconsciente, ela tinha perdido muito sangue, não enxergava de um olho, estava sem uma das mãos e sem língua, a morte era uma coisa inevitável naquele momento, mas ainda faltava o golpe final. O homem pega a sua maior faca, parecia ser uma faca artesanal, tinha uns 40 cm de comprimento e a bainha de prata, ele afia mais uma vez aquele facão e com uma mistura de prazer e satisfação enfia no estômago do porco deixando suas tripas caírem no chão, alguns segundos de agonia e em seguida o animal morre.

Agora era a vez do golpe final em Cíntia, ele limpa o facão mais uma vez retirando o sangue do porco  e afia de novo, ele chega perto de Cíntia que já não mostrava nenhuma reação, o homem faz um carinho no rosto dela e com a outra mão enfia o facão na boca de seu estômago, ele faz a mesma cara de prazer e satisfação que teve quando mato o porco, Cíntia estava morta.

Após a morte de Cíntia o homem começa a limpar o local e arrumar a bagunça como se nada fora do comum tivesse acontecido ali, depois de tudo limpo e de cortar o corpo de Cíntia em pedaços colocando em um saco plástico, ele vem arrastando pra dentro do quarto uma outra mulher desacordada, essa seria a sua próxima vítima.



domingo, 11 de dezembro de 2011

Relatos do Autor



Olá leitores do blog Contos de Terror, eu sou Washington Dos Santos, sou o dono desse blog e o escritor das histórias que vocês leem também, e como ultimo post de 2011 vou conta pra vocês fatos aparentemente “sobrenaturais” que eu presenciei durante a minha vida, não é um conto são fatos verídicos, acredite se quiser, se alguém tiver uma experiência sobrenatural poste nos comentários valeu, até 2012 com mais contos.

Envie seus contos pro e-mail  santoslp@hotmail.com

E acesse o site de poemas http://poemasdobem.blogspot.com/

*A Velha da Janela

Eu tinha 12 anos quando isso aconteceu, era mais ou menos 10 horas da noite e eu estava sozinho em casa, estava assistindo Tv na sala sentado no sofá, de frente pra mim a televisão, na minha direita ficava a porta que dava pro corredor do quintal e no lado dela uma grande janela gradeada e com vidro em toda ela, por causa do vidro na janela a vista do corredor era distorcida.

Em um determinado momento fui ajeitar a cortina da janela quando vi algo que me deixou muito assustado, meu coração disparou na hora, tive a nítida impressão por uma fração de segundos ter visto, através dos vidros da janela, a silhueta de uma velha passar pelo corredor, saltei pra trás de susto, depois de alguns segundos me recuperando do susto me acalmei e olhei pela porta tentando ver a suposta vela, chamei, gritei, fiz barulho, mas nada, nunca mais vi nada igual, até hoje eu me pergunto se o que vi foi um fantasma ou apenas uma ilusão da minha cabeça.


*Ladrão Invisível

Eu tinha no máximo uns 9 anos nessa época e meu irmão 4 anos, a gente dormia as 8:30 da noite, minha mãe era bem rígida nessas questões, eu não sei que horas eram quando o fato estranho aconteceu, mas deveria ser perto da meia-noite. O nosso cachorro se chamava Rex começou a latir sem parar, ele cuidava muito bem da casa, latia pra qualquer estranho, e se ele estava latindo é porque tinha alguém rondando a casa, a minha casa era a ultima do pátio no total de 3 casas.

Eu escutei um movimento na janela do meu quarto e o cachorro deu a volta na casa latindo até chegar na minha janela, ele não parava de latir e cada vez mais forte, era obvio que tinha alguma coisa ali, meu pai se levantou e abriu a janela do quarto dele, que era um pouco distante da minha, pra ver o que estava acontecendo, mas a escuridão não permitia se ver nada, o cachorro continuava latindo, meu pai pegou uma lanterna e foi pra rua, mas não viu nada, o cachorro parou de latir, meu pai procurou mas não achou nada nem ninguém, o que estava ali desapareceu como apareceu do nada.

*Almas

O que eu vou conta é uma coisa bem mais recente, vem acontecendo comigo a mais ou menos dois anos, eu ainda estou tentando entender esse fenômeno que pra muitas pessoas vai ser muito assustador.

Eu durmo muito tarde por volta das 2 da madrugada, logo depois que eu me deito, uns 20 minutos depois, em algumas noites algo muito estranho acontece. Eu sinto a presença de alguma coisa entrar no meu quarto e logo depois não consigo me mexer, falar ou fazer qualquer outra coisa é como se uma força me obriga-se a ficar imóvel, sinto essa força por todo o meu corpo, é como se uma alma estivesse encima de mim, o mais estranho é que nesses momentos estou totalmente consciente, mas não consigo falar nada e me mexer é impossível e minutos depois essa força desaparece, isso já aconteceu comigo umas 12 vezes durante dois anos.
Mas uma coisa mudou mês passado, além de eu não conseguir me mexer, senti uma mão me puxar, mas não era de carne e osso, mas parecia uma aura, uma força em forma de mão tentando me tirar da cama e me levar pra não sei onde, mas ela não conseguiu me puxar sumindo minutos depois.

Eu nunca vi nada, só senti essa força no meu quarto, depois do ultimo fato nunca mais aconteceu nada, eu estava até animado em descobrir a existência de alguma alma ou fantasma ou sei lá o que se manifestava no meu quarto, agora estou esperando isso acontecer de novo, mas até agora nada.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O Grito dos Inocentes


Era 05h30min da manhã quando seu Joaquim chegou à obra, o sol não tinha nascido ainda, ele foi o primeiro a chegar, pois era o encarregado pela construção da casa, era um terreno grande e a obra já estava pela metade, seu Joaquim estava arrumando a sua roupa quando escutou uma risada de criança atrás de uma parede ainda não acabada, seu Joaquim pensou ser uma criança de rua que tinha se escondido ali pra dormir e foi atrás, o encontrou sentado no chão brincando com barro, o seu rosto era angelical e feliz, seu Joaquim pensou que a pobre criança poderia estar com fome, ele se abaixa e oferece um pão pra criança, ela vira o rosto pra Joaquim e a sua face muda ficando com feições demoníacas e grita alto antes de desaparecer, seu Joaquim se assusta desequilibrando e caindo sentado no chão, uma pilha de tijolos que estava acima de Joaquim no segundo piso cai em cima dele o matando na hora.


Cinco anos depois o detetive Motta Silva investiga um serial killer que estava fazendo as famílias da cidade temerem por seus filhos, há seis anos esse mesmo assassino matou 10 crianças e desapareceu junto com os corpos delas, uma dessas crianças era filho de Motta, foi uma tragédia sem precedentes, o menino tinha apenas 4 anos quando o assassino sumiu com ele, ne época Motta se separou da mulher que não aquentou a perda, e entrou pra uma clinica de reabilitação depois que se tornou um alcoólatra, ele superou essa fase, mas nunca esqueceu do filho.

O casal Lilian e Eduardo compraram a casa porque o seu primeiro filho havia nascido, eles precisavam  de uma casa maior, pois a ultima já não podia mais acompanhar o crescimento da família, eles nem se importaram com o incidente que aconteceu durante a construção da casa, a morte do pedreiro chefe, seu Joaquim, o terreno era grande e a casa também e por causa do acontecimento o preço do imóvel tinha caído, a casa era linda, dois andares com bastante espaço.

Em uma noite Lilian deixou a babá eletrônica ligada e foi se deitar em seguida, depois de algumas horas ela acorda com vozes de várias crianças dentro do quarto de seu bebê como se elas estivessem brincando com seu filho, Lilian corre pro quarto, mas quando chega não encontra nada, ela olha pro berço e seu filho havia desaparecido, as vozes das crianças voltam, a janela estava aberta, vários vultos de crianças passam por ela no quarto, até que uma das crianças para na sua frente e fica encarando Lilian, antes que ela pudesse fazer alguma coisa a criança grita alto e agudo, ela caminha pra trás tapando os ouvidos, ela tropeça e cai pela janela e morre na queda.

Motta sabia que o modus operante do serial killer envolvia apenas crianças de 0 á 10 anos, o que ele fazia com esses pequenos inocentes era um mistério, mas ele sabia exatamente o que faria com esse assassino se pega-se ele. As suas investigações já duravam um bom tempo e ele não havia descoberto nada ainda relevante e nem sequer tinha uma suspeita da verdadeira identidade do assassino, eram 2 da manhã quando ele ficou sabendo do terceiro assassinato de uma mãe e o sequestro de seu filho, ele nunca tinha levado em conta os outros dois assassinatos, pois o modus operante do serial não envolvia morte das mães, mas nesse ultimo caso tinha uma testemunha, o irmão da criança raptada, valia a pena dar uma olhada, talvez desde o começo esses assassinatos seguidos de sequestro das crianças tenham algo a ver com o seu assassino e esse tempo todo poderia ter perdido a oportunidade de agarra-lo.

O segundo assassinato da mãe e o sequestro do filho há dois anos ocorreu na mesma casa onde Lilian havia morrido, Roberta era mãe solteira, tinha duas filhas, certa noite deixou suas filhas com a babá e foi a uma festa, quando voltou pra casa a babá estava morta e suas filhas haviam desaparecido. Motta chegou a casa no final da tarde, encontrou o marido de Lilian e a única testemunha, seu filho mais velho, eles já estavam de saída da casa, mas antes Motta consegue extrair o relato do garoto dos acontecimentos, ele disse que estava indo no banheiro quando apareceu diversos fantasmas de crianças pelo quarto e no corredor, ele se assustou e se escondeu em um armário, foi quando ele viu um fantasma de um velho barbudo e uma cicatriz na testa, ele estava com um facão na mão, parecia que ele estava comandando as crianças, depois que sua mãe caiu pela janela, os fantasmas e o seu irmão sumiram com o vento.


Motta acha que essa história é tudo imaginação do garoto, depois que o pai e o garoto saem da casa Motta entra na casa para dar uma olhada, já havia escurecido, a casa era grande, ele caminhou por todos os cômodos até que se lembrou de um caso de um pedófilo morto pelos pais de suas vitimas, ele abre a sua mochila e pega seu notebook e pesquisa sobre o caso, o pedófilo batia com a descrição do fantasma que o garoto havia dito, barbudo, com uma cicatriz na testa e um facão pra tirar a vida de suas vítimas, mas antes ele gostava de ver as crianças gritarem de dor.

Um barulho de panelas caindo na cozinha assusta Motta, ele se levanta da cadeira pega a sua lanterna e vai até a cozinha ver a origem do barulho, mas nada estava fora do lugar, quando ele volta pra sala seu notebook havia sumido, ele escuta vozes de crianças por toda a casa, ele fica assustado até que uma criança vem em sua direção, ele percebe que é o fantasma de seu filho, ele se ajoelha chorando e o garoto no seu ouvido sussurra “eu não sou mais inocente pai, o meu novo pai vai te pega”, o vento sopra o garoto grita alto e o fantasma do velho passa a faca na garganta de Motta. 


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